Turquia fechou em Abril espaço aéreo a voos civis e militares russos com destino à Síria

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavusoglu, adiantou também que a Rússia e a Ucrânia continuam em conversações para alcançar a paz, mas estas são “negociações delicadas, conduzidas através de portas diplomáticas discretas”.

A Turquia fechou este mês o seu espaço aéreo aos voos civis russos para a Síria, anunciou esta sexta-feira, 23 de abril, o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavusoglu, salientando que o seu país não está a participar nas sanções contra a Rússia.

“Fechámos o nosso espaço aéreo não só aos voos militares russos mas também aos voos civis com destino à Síria”, disse o ministro em declarações à comunicação social no início de uma viagem de sete dias à América Latina, de acordo com a estação turca de televisão NTV.

“Dávamos permissões trimestrais. Havia permissão até abril. O nosso Presidente (Recep Tayyip Erdogan) disse (ao seu homólogo russo, Vladimir) Putin. Depois os voos pararam”, explicou o chefe da diplomacia turca.

Çavusoglu sublinhou que a Turquia não participa nas sanções contra a Rússia que a União Europeia impôs na sequência da invasão russa da Ucrânia.

“Se uma empresa (russa) quiser vir fazer negócios, só tem de agir de acordo com as nossas leis e a legislação internacional”, disse.

Çavusoglu afirmou que a Rússia e a Ucrânia continuam em conversações para alcançar a paz, mas estas são “negociações delicadas, conduzidas através de portas diplomáticas discretas”, disse ele.

O ministro turco chegou hoje a Montevideu, onde se encontrou com o seu homólogo uruguaio, Francisco Bustillo, na primeira paragem de uma viagem que o levará ao Brasil, primeiro a São Paulo, ainda hoje, e amanhã a Brasília, depois ao Equador, na terça-feira à Colômbia, na quarta-feira ao Panamá e na quinta-feira à Venezuela, de onde regressará à Turquia na sexta-feira.

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“O cinema vai ficar calado ou vai falar sobre isto? Se houver um ditador, se houver uma guerra pela liberdade, novamente, tudo depende da nossa unidade. O cinema pode ficar de fora?”, questionou. Por fim, disse que a sua crença é a mesma do clássico cinematográfico: “a liberdade não morrerá”.

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Ivan Kuliakd deve também devolver a medalha e reembolsar o prémio em dinheiro de 500 francos suíços (cerca de 477 euros) e pagar uma contribuição dos custos do processo no valor de 2.000 francos suíços (1908 euros). O russo pode pedir o recurso nos próximos 21 dias.
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