TV estatal russa ameaça NATO com “grande ataque nuclear”

Vladimir Solovyov tem fortes ligações ao presidente russo, tendo já sido chamado de “a voz de Putin”.

Mais uma vez, a televisão estatal russa serve de instrumento de propaganda do Kremlin e da sua retórica pró-guerra.

Depois de um ataque com um tsunami nuclear ao Reino Unido, ou de um ataque nuclear a Nova Iorque, a televisão estatal Russia-1 ameaçou agora o ocidente com um “grande ataque nuclear” aos países da NATO por apoiarem a Ucrânia.

No fim, só os “mutantes” vão sobreviver, segundo o apresentador Vladimir Solovyov, que tem fortes ligações ao presidente russo, tendo já sido chamado de “voz de Putin”, segundo a “Newsweek”.

“Se as coisas continuarem assim, apenas alguns mutantes no lago Baikal [localizado na Sibéria] vão sobreviver. O resto vai ser destruído num grande ataque nuclear”, afirmou. “Tudo está a mover-se nesse sentido, independentemente do que cada lado quer”.

“Porque se a NATO decidir que conseguem colocar o que querem nas nossas fronteiras, vão enviar mais e mais armas americanas para a Ucrânia que vai disparar e acabar por atingir uma das nossas centrais nucleares”, afirmou, acrescentando que o “processo” vai tornar-se “incontrolável rapidamente”.

“Todos vão ter o que pediram. Bang! E ninguém fica cá”, afirmou o apresentador.

No início de maio, a televisão estatal russa simulou um ataque ao Reino Unido com um tsunami nuclear.

“Porque é que uma pequena ilha ameaça a vasta Rússia com armas nucleares? A ilha é tão pequena que um único míssil Sarmat é suficiente para afundá-la numa única vez”, disse o jornalista pró-Kremlin Dmitry Kiselyov num programa no canal Rússia 1. “Um único míssil, Boris [Johnson], e não vai haver mais Inglaterra. De uma vez por todas. Porque é que estão com jogos?”.

“O míssil russo Samart [conhecido também por Satan-2] o mais poderoso do mundo é capaz de destruir áreas do tamanho do Texas ou de Inglaterra”, pode-se ouvir em voz off.

Dmitry Kiselyov continua a teorizar sobre um ataque nuclear ao país de Boris Johnson. “Outra opção é afundar o Reino Unido nas profundezas do mar com o drone subaquático Poseidon. Aproxima-se do alvo à profundeza de um quilômetro à velocidade de 200 quilómetros por hora. Não há forma de travar este drone subaquático. Tem uma ogiva com uma capacidade de 100 megatoneladas

“A explosão deste torpedo termonuclear perto da costa do Reino Unido vai provocar uma onda gigante, um tsunami com 500 metros de altura. A onda também carrega grandes doses de radiação: ao atingir o Reino Unido, vai transformar o pais num deserto radioativo. Permanentemente incapaz de ser habitado. Putin já avisou sobre isto a 24 de fevereiro”, disse Kiselyov no programa, a teorizar sobre a vida de milhões de europeus.

Noutro programa também no canal Rússia 1, transmitido em abril, jornalistas e comentadores analisam um possível ataque nuclear a Nova Iorque entre risos.

“No pior cenário, se um míssil for la parar, que objetos pode destruir, quanto território?”, começa por perguntar a jornalista.

Com um míssil de “7,5 megatoneladas no território do nosso parceiro então objetos como a cidade de Nova Iorque, uma boa cidade, mas desapareceria completamente só com um míssil. Completamente”, respondeu o convidado.

Relacionadas

TV estatal russa simula ataque ao Reino Unido com tsunami nuclear

Noutro programa do canal Rússia 1, um ataque nuclear a Nova Iorque é abordado entre risos.
Recomendadas

China regista novos casos de Covid-19 e gera preocupações para a economia global

A rígida política ‘Covid zero’ do governo chinês tem levado a confinamentos que castigaram a economia global na primeira metade do ano, uma possibilidade que se volta a levantar perante a subida de casos na segunda maior economia mundial.

Startup portuguesa une-se à Galp e Sonae para integrar refugiados ucranianos no mercado de trabalho

Acordos da Speak com os grupos de retalho e energia foram feitos através do programa “Diversity & Inclusion Journey”, que usa metodologias específicas para melhorar o apoio aos cidadãos que vão trabalhar e às empresas que querem contratar talentos e consolidar práticas de diversidade e inclusão.

Assista esta quinta-feira à JE Talks: Guia de Fundos (com áudio)

As tendências e os factores que vão marcar o desempenho dos fundos disponíveis no mercado nacional vão estar em análise na próxima JE Talks. Assista em direto esta quinta-feira, 7 de julho, às 17h00, na JE TV.
Comentários