Twitter suspende contas do grupo de extrema-direita “Britain First”

A rede social Twitter suspendeu as contas pertencentes ao grupo de extrema-direita “Britain First” (“Bretanha Primeiro”) e respetivos líderes, Jayda Fransen e Paul Golding, cerca de duas semanas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter partilhado “tweets” publicados por Fransen. Esta decisão do Twitter surge na véspera de os deputados britânicos, no âmbito da […]

A rede social Twitter suspendeu as contas pertencentes ao grupo de extrema-direita “Britain First” (“Bretanha Primeiro”) e respetivos líderes, Jayda Fransen e Paul Golding, cerca de duas semanas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter partilhado “tweets” publicados por Fransen. Esta decisão do Twitter surge na véspera de os deputados britânicos, no âmbito da Comissão de Assuntos Internos, debaterem o papel desempenhado pelas redes sociais no sentido de influenciar o crime de ódio.

As contas e as publicações do “Britain First” foram apagadas ontem, na sequência de uma atualização dos regulamentos de funcionamento do Twitter para combater “a conduta odiosa e abusos” na plataforma, informa a Al Jazeera. Recorde-se que o presidente dos EUA foi muito criticado, no final de novembro, por ter partilhado três publicações de Fransen com mensagens interpretadas como islamófobas ou anti-muçulmanos. As críticas provieram inclusive de Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido.

Na altura, Trump respondeu a May da seguinte forma: “Não se concentre em mim, concentre-se no destrutivo Terrorismo Islâmico radical que está a ter lugar no seio do Reino Unido.” Entre as publicações que Trump partilhou destacavam-se vídeos com imagens de violência perpetrada por muçulmanos no Reino Unido. Os vídeos em causa foram publicados por Fransen, vice-presidente do “Britain First” e condenada em 2016 por violência verbal contra uma mulher muçulmana em Luton.

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