Twitter vai limpar milhões de seguidores das contas oficiais da admnistração Trump antes de serem transferidas para Biden

Esta decisão contraria a posição adotada pelo próprio Donald Trump, em 2016, quando pediu ao Twitter para herdar os milhões de seguidores acumulados por Barack Obama durante os oito anos do seu mandato. Esta conta regista atualmente mais de 33 milhões de seguidores.

A rede social Twitter cedeu ao pedido da administração de Donald Trump de apagar todos os seguidores acumulados nas contas oficiais da 45º presidência antes destas serem transferidas para o gabinete do presidente eleito Joe Biden. Na notícia avançada pela “BBC”, esta quarta-feira, a equipa do democrata tentou disputar o plano, mas a decisão da gigante não deixa margem para dúvidas.

Assim, a partir de 20 de janeiro o contador de seguidores de todas as contas oficiais da presidência de Joe Biden vão voltar à estaca zero.

Esta decisão contraria a posição adotada pelo próprio Donald Trump, em 2016, quando pediu ao Twitter para herdar os milhões de seguidores acumulados por Barack Obama durante os oito anos do seu mandato. Esta conta regista atualmente mais de 33 milhões de seguidores.

“Em 2016, a administração de Trump absorveu todos os seguidores do presidente Obama no Twitter nas contas @Potus [conta oficial do presidente dos Estados Unidos] e @WhiteHouse [conta oficial da Casa Branca], instado pela equipa do 44º presidente”, escreve o diretor digital da campanha de Joe Biden.

“Em 2020, o Twitter informou-nos que a administração de Biden terá que começar do zer0”, continua.

Em comunicado, a rede social de Jock Dorsey diz que aqueles que estão atualmente a seguir as conta do gabinete do ainda presidente dos Estados Unidos irão ser notificados quando deixarem de as seguir, dando-lhes assim a opção de quererem anular essa decisão caso assim o entenderam.

A conta pessoal de Joe Biden não sofrerá alterações e poderá manter os 21,7 milhões de seguidores até agora acumulados.

A especialista em marketing Rebecca Lodge, da Start Up Disruptors, considerou à “BBC” que a decisão do Twitter de anular o número de seguidores nas redes sociais foi uma “jogada inteligente”.

“Com milhões de pessoas a seguir a conta, e sendo os ‘fãs’ de Donald bastante fanáticos, esta poderá ser uma jogada inteligente por parte do Twitter como forma de garantir que quaisquer repercussões e comentários de ódio sejam neutralizados antes que o novo presidente eleito tome posse”, aponta.

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