Ucrânia: Alemanha cria ‘ponte ferroviária’ para as exportações de cereais

A Alemanha criou uma ‘ponte ferroviária’ com a Ucrânia para a ajudar a exportar os seus cereais, indicou uma fonte militar dos Estados Unidos.

A Alemanha criou uma ‘ponte ferroviária’ com a Ucrânia para a ajudar a exportar os seus cereais, indicou esta quinta-feira o próximo chefe das forças militares dos Estados Unidos na Europa, o general Chris Cavoli.

“Pensamos que existam cerca de 22 milhões de toneladas de cereais bloqueadas na Ucrânia (devido à invasão russa), à espera de serem exportadas”, disse Cavoli, em declarações no Congresso norte-americano.

O porto romeno de Constanta participa no esforço de exportação, mas a sua capacidade está limitada a 90 mil toneladas por dia, avançou Cavoli, cuja nomeação para a chefia das forças norte-americanas e, portanto, da NATO, ainda tem de ser confirmada pelo Congresso.

“Mas a Deutsche Bahn respondeu recentemente ao apelo”, acrescentou. “Criaram o que chamam ‘a ponte ferroviária de Berlim’, com base no modelo da ponte aérea de Berlim, para reservar comboios de transporte do trigo ucraniano para a Europa Ocidental”.

A transportadora ferroviária alemã “está em vias de retirar da Ucrânia quantidades massivas de cereais neste momento, através da Polónia, em direção dos portos no Norte da Alemanha, para a sua exportação”, especificou.

“A Polónia estabeleceu um novo regime fronteiriço com a Alemanha, para facilitar” esta operação, prosseguiu.

A produção que transita por Constanza é exportada por via marítima, “mas não pela parte do Mar Negro bloqueada” pelos russos, detalhou.

“Penso que vai ser preciso combinar modos de transporte” para continuar a facilitar as exportações de cereais ucranianos, concluiu.

Famosa pelas suas terras muito férteis, a Ucrânia era, antes da invasão russa, o quarto exportador mundial de milho e estava em vias de vir a ser o terceiro de trigo.

Mas a invasão dos russos interrompeu as culturas e o comércio cerealífero, com os dirigentes de Moscovo a serem acusados de impedirem as exportações pelo Mar Negro e provocarem uma séria crise alimentar mundial

Recomendadas

Lukashenko: “Principal perigo na Ucrânia é que nazismo se transforme em fascismo”

O presidente da Bielorrússia prevê que o “fascismo” tenha que ser “combatido na Alemanha, França, Inglaterra, Espanha”.

Biden dá primeiro passo para Congresso avaliar ampliação da NATO

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, começou hoje o processo para que o Congresso americano avalie a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia.

Lukashenko acusa Kiev de disparar mísseis contra a Bielorrússia

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, afirmou hoje que o seu exército intercetou mísseis disparados da Ucrânia que se dirigiam contra a Bielorrússia.
Comentários