Ucrânia espera cumprir parte das condições exigidas enquanto candidato à UE até ao final do ano

Os líderes da União Europeia concordaram em conceder o estatuto de candidato à UE à Ucrânia e à Moldávia ontem, dia 23 de junho.

Yehor Milohrodskyi/Unsplash

A Ucrânia espera conseguir cumprir, até ao final do ano, uma parte das condições associadas ao estatuto de candidato à União Europeia (UE), disse Ivanna Klympush-Tsintsadze, presidente da Comissão de Integração da Ucrânia no bloco, durante uma conferência de imprensa.

“Temos sete condições diretamente emitidas pela Comissão Europeia, […] E, na minha opinião, a primeira prioridade para que possamos falar sobre o início das negociações de adesão, deveria ser a implementação destas condições. Algumas delas, na minha opinião, não exigem esforços loucos, são muito específicas e poderiam ser implementadas literalmente hoje em dia”, disse a mesma responsável, citada pelos meios de comunicação ucranianos.

Entre os requisitos está o processo de seleção do chefe do Gabinete do Procurador Especializado Anti-Corrupção e a sua nomeação.

Na opinião de Klympush-Tsintsadze, outras condições exigirão alguns esforços adicionais, bem como unidade e diálogo entre os ramos do governo, empresas e opinião pública.

A responsável defende a importância de um mecanismo transparente para a Ucrânia planear e monitorizar a implementação das condições.

O vice-ministro ucraniano da Economia, Taras Kachka, considera que, além de se concentrar no cumprimento das condições, a Ucrânia precisa de tirar o máximo partido do próprio estatuto de candidato para estabelecer cooperação com fundos da UE, na cooperação sectorial e integração em vários domínios.

A Comissão Europeia irá apresentar conclusões no final de 2022, e avaliará a eficácia com que a Ucrânia tem lidado com a implementação das recomendações.

Os líderes da União Europeia concordaram em conceder o estatuto de candidato à UE à Ucrânia e à Moldávia ontem, dia 23 de junho.

“O Conselho Europeu acaba de decidir dar o estatuto de candidato da UE à Ucrânia e à Moldova”, anunciou Charles Michel na rede social Twitter.

“É um momento histórico. Hoje assinala-se um passo crucial no seu caminho em direção à UE”, continuou o presidente do Conselho Europeu.

Na mesma rede social, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falou num “dia bom para a Europa”, saudando a aprovação dos líderes europeus.

António Costa sublinhou a “enorme responsabilidade” da União Europeia ao atribuir o estatuto de candidato à Ucrânia, pedindo que não se criem “frustrações que resultarão num amargo futuro”, dadas as longas negociações.

“A notícia do dia, como seria de esperar, foi o apoio parte do Conselho Europeu à recomendação da Comissão de atribuir o estatuto de países candidatos à Ucrânia e à Moldova, […] mas infelizmente o dia ficou também marcado pela desilusão que muitos países dos Balcãs Ocidentes manifestaram relativamente às expectativas europeias”, disse o chefe de Governo, falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, à margem de uma cimeira europeia em Bruxelas.

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