Ucrânia: Ex-presidente russo acusa Ocidente de fomentar terceira guerra mundial

“A história do ‘ataque de míssil’ ucraniano a uma quinta polaca prova apenas uma coisa: o Ocidente, pela sua guerra híbrida com a Rússia, aumenta a probabilidade de começar uma guerra mundial”, disse o também ex-presidente russo na rede social Twitter, citado pela agência oficial russa TASS.

Deputy chairman of the Russian Security Council Dmitry Medvedev speaks during a meeting with members of the Security Council in Moscow on February 21, 2022. – Russian President Vladimir Putin said on February 21, 2022, he would make a decision “today” on recognising the independence of east Ukraine’s rebel republics, after Russia’s top officials made impassioned speeches in favour of the move. (Photo by Alexey NIKOLSKY / Sputnik / AFP)

O vice-chefe do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, acusou hoje o Ocidente de aumentar a possibilidade de uma terceira guerra mundial, ao comentar a queda de um míssil na Polónia, que atribuiu à Ucrânia.

“A história do ‘ataque de míssil’ ucraniano a uma quinta polaca prova apenas uma coisa: o Ocidente, pela sua guerra híbrida com a Rússia, aumenta a probabilidade de começar uma guerra mundial”, disse o também ex-presidente russo na rede social Twitter, citado pela agência oficial russa TASS.

A Polónia disse que um “projétil de fabrico russo” caiu no seu território na terça-feira, próximo da fronteira com a Ucrânia, provocando a morte de duas pessoas.

A Rússia bombardeou infraestruturas de energia por toda a Ucrânia na terça-feira.

A Ucrânia acusou a Rússia de ser responsável pelo ataque, mas Moscovo negou ter disparado o míssil.

O Ministério da Defesa russo considerou mesmo como uma provocação as declarações polacas sobre a queda de mísseis supostamente russos na Polónia, segundo a TASS.

O ministério disse que as fotografias dos destroços divulgadas pela imprensa polaca mostram que nada têm a ver com armas russas.

O incidente fez recear uma escalada do conflito, dado que a Polónia integra a NATO, cujo tratado prevê, no artigo 5.º, a intervenção da Aliança Atlântica no caso de um dos seus membros ser atacado.

A guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Recomendadas

Bruxelas pede mais informação sobre fundos atribuídos a empresas de marido de ministra

Em resposta a uma questão do eurodeputado e líder do CDS, Nuno Melo, enviada ao executivo comunitário em 28 de setembro, a comissária europeia para a Coesão, Elisa Ferreira, adianta que “foram solicitadas ao Estado-membro em questão informações adicionais sobre o caso a que o Senhor Deputado se refere, para que a Comissão possa continuar a tratar do assunto”.

Ucrânia: Cruz Vermelha teve acesso aos prisioneiros de guerra ucranianos e russos

“Na semana passada, o CICV efetuou uma visita de dois dias aos prisioneiros de guerra ucranianos. Outra visita está a decorrer esta semana”, refere o Comité Internacional da Cruz Vermelha numa declaração feita esta quinta-feira.

Irão: Regime anuncia primeira execução de prisioneiro detido nos protestos

A agência de notícias Mizan, detida pelo sistema judicial do Irão, avançou a execução de Mohsen Shekari, acusado de bloquear uma rua e ferir um militante islâmico com uma catana na capital, Teerão.
Comentários