Ucrânia: França e Eslováquia reforçam arsenal militar ucraniano

A Ucrânia anunciou hoje que recebeu sistemas de artilharia LRU oriundos da França e a Eslováquia informou que entregou 30 veículos de transporte de infantaria, para reforçar o arsenal militar que será usado contra a invasão russa.

“O exército ucraniano está agora mais forte!”, reagiu, na sua conta da rede social Twitter, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov.

O ministro não clarificou quantos LRUs foram entregues, mas o seu homólogo francês, Sébastien Lecornu, tinha anunciado, há poucos dias, que a França enviaria para a Ucrânia “dois LRUs, para ataque terrestre profundo”.

O LRU tem um alcance de cerca de 70 quilómetros e pode atingir o seu alvo com precisão de um metro, de acordo com uma descrição do Ministério da Defesa francês.

Nos últimos meses, a Ucrânia usou vários tipos de lançadores de ‘rockets’ estrangeiros, incluindo HIMARS americanos de alta precisão, para atingir a retaguarda russa, incluindo linhas de abastecimento.

Paris também anunciou que enviará duas baterias de mísseis Crotale, que constituem sistemas de defesa terra-ar contra os ‘drones’ usados pelos russos.

As Forças Armadas da Ucrânia receberam também 30 veículos de transporte de infantaria BMP-1, de fabrico soviético, com capacidade anfíbia, que foram doados pela Eslováquia.

“Cumprimos os acordos, apoiamos a libertação da Ucrânia e reforçamos a nossa defesa”, disse Jaroslav Nad, ministro da Defesa da Eslováquia, que esclareceu que, com esta operação, o seu país receberá em troca 15 tanques Leopard 2A4 usados, doados pela Alemanha.

Embora os BMP-1s – um veículo de transporte blindado de infantaria, com um canhão de 73 mm – já estejam em solo ucraniano, o primeiro Leopard alemão não chegará à Eslováquia até dezembro.

Estes veículos “reforçarão significativamente o nosso batalhão de tanques, de forma a cumprir o nosso objetivo de ter uma brigada mecanizada pesada no quadro das capacidades da NATO”, explicou o ministro da Eslováquia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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