Ucrânia: França pede à China que convença Putin a “voltar à mesa de negociações” (com áudio)

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje ao homólogo chinês, Xi Jinping, que interceda junto do líder russo, Vladimir Putin, para que volte à “mesa de negociações” para debater o conflito da Ucrânia, disse o Eliseu.

Emmanuel Macron “pede que a China contribua para (…) enviar mensagens ao Presidente Putin para evitar a escalada e voltar seriamente à mesa de negociações”, indicou a presidência francesa.

Xi Jinping e Emmanuel Macron encontram-se em Bali, na Indonésia, onde decorre até amanhã a cimeira do G20, grupo das nações mais industrializadas do mundo.

Ainda esta manhã, o Presidente da Indonésia, Joko Widodo, apelou ao fim da guerra durante a abertura da cimeira do G20, que reúne na ilha de Bali as principais economias do mundo.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia de covid-19.

Esta é a primeira cimeira do G20 desde que começou a guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, e a falta de consenso entre os participantes poderá refletir-se na declaração final conjunta, como aconteceu na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada no domingo, em Phnom Penh, capital do Camboja.

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o Presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.

Ainda no que diz respeito ao encontro entre Macron e Xi, a agência de notícias Xinhua noticiou que o líder chinês apontou que, nos últimos anos, as relações sino-francesas mantiveram um impulso positivo de desenvolvimento e os dois países alcançaram progressos positivos importantes na cooperação.

Os esforços da China em modernizar-se vão proporcionar novas oportunidades para todos os países do mundo, incluindo França, enfatizou o Presidente.

Já Macron felicitou Xi pela reeleição como secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista Chinês.

O lado francês espera manter o espírito de respeito mútuo, igualdade e reciprocidade com o lado chinês, fortalecer o intercâmbio ao mais alto nível e aprofundar a cooperação em áreas como a economia e comércio e aviação, frisou Macron.

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