Ucrânia: Lança-foguetes múltiplos alemães MARS II ao dispor de forças de Kiev

Na semana passada, Berlim indicou que iria oferecer a Kiev três destes lançadores de mísseis que, dependendo da munição a utilizar, podem alcançar alvos até 300 quilómetros de distância.

4 – Alemanha

O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, revelou hoje que a Ucrânia já recebeu os primeiros lança-foguetes múltiplos propulsionados MARS II, remetidos pelo fabricante alemão Krauss-Maffei Wegmann.

“Chegou à Ucrânia o terceiro irmão da família dos mísseis de longo alcance, o MLRS MARS II, da Alemanha”, escreveu Reznikov na rede social Twitter, agradecendo o gesto à homóloga alemã, Christine Lambrecht.

Na semana passada, Berlim indicou que iria oferecer a Kiev três destes lançadores de mísseis que, dependendo da munição a utilizar, podem alcançar alvos até 300 quilómetros de distância.

Também hoje, o primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmyhal, disse que a primeira metade de mil milhões de euros enviados por Bruxelas já foram depositados no banco central da Ucrânia e que se aguarda que terça-feira os restantes 500 milhões de euros também entrem na conta.

Os 1.000 milhões de euros integram um pacote maior da ajuda financeira europeia, no valor de 9.000 milhões de euros, para apoiar a Ucrânia na recuperação das consequências financeiras da guerra com a Rússia, iniciada por Moscovo a 24 de fevereiro passado.

“Os fundos vão ajudar a financiar as necessidades prioritárias no orçamento”, especificou o primeiro-ministro ucraniano através da conta na rede social Telegram.

A Comissão Europeia anunciou hoje a mobilização de mil milhões de euros em nova assistência à Ucrânia para ajudar o país a “fazer face às suas necessidades financeiras imediatas” devido à guerra, causada pela invasão russa.

A verba complementa o apoio já prestado pela UE, incluindo um empréstimo de emergência da assistência macrofinanceira no valor de 1,2 mil milhões de euros pago no primeiro semestre do ano, que, no conjunto, elevam para 2,2 mil milhões de euros o apoio comunitário total à Ucrânia nos últimos meses, em que o país está em confronto armado após a invasão russa em fevereiro passado.

Esta assistência financeira vem juntar-se ao apoio prestado pela UE à Ucrânia, também devido à guerra, em questões como assistência humanitária, desenvolvimento e defesa, suspensão de todos os direitos de importação sobre as exportações ucranianas durante um ano ou outras iniciativas de solidariedade, por exemplo, para resolver estrangulamentos nos transportes para que as exportações, em particular de cereais, possam ser asseguradas.

Desde 2014, a UE concedeu mais de cinco mil milhões de euros à Ucrânia através de cinco programas de assistência macroeconómica para apoiar a implementação de uma ampla agenda de reformas em áreas como a luta contra a corrupção, um sistema judicial independente, o Estado de direito e a melhoria do clima empresarial.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de 5.100 civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar russa causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,9 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A organização internacional tem observado o regresso de pessoas ao território ucraniano, mas adverte que estão previstas novas vagas de deslocação devido à insegurança e à falta de abastecimento de gás e água nas áreas afetadas por confrontos.

Também segundo as Nações Unidas, mais de 15,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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