Ucrânia: Rússia fala de explosões em depósito de armas junto à fronteira

A delegação do Ministério de Emergências russo na região de Belgorod disse que as explosões não causaram danos em edifícios residenciais ou casas, nem feridos entre a população civil.

O governador da região russa de Belgorod, Viacheslav Gladkov, anunciou hoje que foram registadas explosões, na sequência de um incêndio num depósito de armas numa cidade localizada junto à fronteira com a Ucrânia.

“De acordo com informações preliminares, um depósito de armas incendiou-se perto da cidade de Staraya Nelidovka”, disse Gladkov, acrescentando que o fogo já foi extinto, segundo a agência russa Interfax.

A delegação do Ministério de Emergências russo na região de Belgorod disse que as explosões não causaram danos em edifícios residenciais ou casas, nem feridos entre a população civil.

Viacheslav Gladkov acusou nos últimos dias a Ucrânia de levar a cabo vários ataques contra aldeias na região fronteiriça.

O Ministério da Defesa da Rússia ameaçou retaliar com ataques contra a capital ucraniana, se a Ucrânia continuar a atingir território russo.

Em comunicado, o ministério indicou que “as Forças Armadas russas estão preparadas para responder a ataques retaliatórios com armas de precisão de longo alcance dirigidas a centros em Kiev”.

No início de abril, a Rússia disse que dois helicópteros ucranianos atingiram um reservatório de petróleo na região de Belgorod, causando um incêndio.

Um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Oleksiy Arestovich, disse na segunda-feira que os incêndios registados na Rússia poderão ser o início de ataques de guerrilha, em resposta à invasão russa.

“Em Ussuriysk, a base militar incendiou-se, os escritórios de alistamento militar incendiaram-se, as universidades militares incendiaram-se, alguns armazéns, as casas de governadores”, disse Arestovich.

No entanto, o conselheiro de Zelensky sublinhou, numa entrevista citada pela agência de notícias ucraniana Unian, que Kiev “desconhece o que está a acontecer na Rússia”.

Numa entrevista à estação de televisão britânica Talk TV, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu que, como os ucranianos “estão a ser atacados desde o interior da Rússia, têm o direito de se protegerem e de se defenderem”, atacando também o território russo.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de 2.500 civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, ainda de acordo com a organização.

Recomendadas

Reino Unido, EUA, Canadá e Japão proíbem importações de ouro russo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou, num comunicado, que “estas medidas atingirão diretamente os oligarcas russos e irão até ao coração da máquina de guerra de Putin”.

Zelensky vai pedir ao G7 mais apoio militar face a “chuva de mísseis” russos

O presidente ucraniano afirma que o país “precisa mais do que qualquer outro lugar do mundo” dos “sistemas modernos” de defesa militar que fazem parte dos arsenais de vários países ocidentais.

Explosões atingem a capital da Ucrânia de madrugada

As explosões terão ocorrido no distrito de Shevchenkivsky, onde os serviços de emergência foram resgatar e evacuar os moradores, avançou o autarca na plataforma Telegram.
Comentários