Ucrânia vence Eurovisão 2022. Portuguesa MARO fica em nono lugar

A Ucrânia venceu a 66.ª edição da Eurovisão. Já a participante portuguesa, MARO, ficou em nono lugar na competição com o tema ‘Saudade, Saudade’. Nunca um país em guerra ganhou a competição. Por regra, o país vencedor organiza a edição seguinte, mas a situação na Ucrânia levanta questões quanto a esse cenário.

A Ucrânia venceu este sábado a 66.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, que decorreu ao longo desta semana em Turim, Itália. A participante portuguesa MARO ainda passou a primeira semi-final, que se realizou na terça-feira, mas na Grande Final reuniu 207 pontos, alcançando o nono lugar.

A organização da próxima edição do festival cabe, por regra, ao país vencedor, mas o contexto de guerra deverá obrigar a Eurovision Broadcast Union (EBU) a contornar as regras. Não seria a primeira vez que um país abdica da responsabilidade de organizador, mas nunca na história da Eurovisão houve um país vencedor que estivesse em guerra no seu território.

O tema ‘Stefania’, dos ucranianos Kalush Orchestra, era já apontado nos últimos dias, pelas casas de aposta, como o preferido para a vitória. Conseguiu reunir o consenso do público e júri, somando 631 pontos.

Veja aqui a participação vencedora da 66.ª edição da Eurovisão

MARO conquista o nono lugar

Já a portuguesa MARO alcançou o nono lugar com o tema ‘Saudade, Saudade’ e somou 207 pontos, ficando apenas atrás das participações de The Black Mamba (239), no ano passado, e de Salvador Sobral, o único vencedor português do festival e que, até hoje, reúne a maior pontuação de sempre – 758 pontos.

O britânico Sam Ryder alcançou o segundo lugar e a Espanha, com a participação de Chanel, completa o pódio em terceiro lugar.

O que acontece agora?

Tipicamente, o país vencedor da Eurovisão fica responsável por organizar a edição do ano seguinte. Foi assim em 2017, quando ‘Amar Pelos Dois’ conquistou o festival – a vitória de Salvador Sobral trouxe pela primeira vez o palco da Eurovisão para Portugal.

Este ano, o direito de receber a Eurovisão cai nas mãos da Ucrânia, um país em guerra desde o final de fevereiro deste ano. Sem uma resolução do conflito à vista e sendo impossível garantir a realização do evento em condições de segurança, é expectável que outro país participante assuma essa responsabilidade. Em 66 anos de história, essa exceção foi aberta apenas seis vezes, mas nunca por uma guerra.

Em quatro das seis vezes em que o festival não se realizou no país vencedor, a responsabilidade passou para os britânicos, que assumiram o evento (e pagaram a fatura) em 1959, 1962, 1971 e 1973. Também a Alemanha e os Países Baixos foram hóspedes, em 1956 e 1979, respetivamente.

Na maioria das exceções, deve-se à incapacidade da emissora nacional de arcar com os custos associados à organização. Em Portugal, o evento custou à RTP cerca de 23 milhões de euros.

Dado o contexto atual, e uma vez que o Reino Unido ficou em segundo lugar na final deste sábado, levanta-se a questão se o país assumirá, pela quinta vez na história, a organização de um festival que não venceu. Pelo menos há precedente histórico para tal.

 

Notícia atualizada às 00h28

 

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