Ucrânia: Zelensky diz que não participará na cimeira do G20 se Putin for

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou hoje que não participará na próxima cimeira de líderes do G20 se estiver presente o Presidente russo, Vladimir Putin, convidado pelo país anfitrião, a Indonésia, e que ainda não disse se irá.

Volodymyr Zelensky/Twitter

“Se o líder da Federação Russa participar, a Ucrânia não o fará”, declarou Zelensky num encontro com a imprensa, citado pela agência UNIAN, horas depois de o Presidente indonésio, Joko Widodo, ter reiterado por telefone ao seu homólogo ucraniano que está convidado.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indonésio, Teuku Faizasyah, confirmou que 17 chefes de Estado e de Governo já confirmaram a sua presença no encontro, embora tenha remetido o anúncio final para Widodo, previsivelmente mais próximo da cimeira do G20 (grupo formado pelos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) que Bali acolherá nos dias 15 e 16 de novembro, segundo a agência de notícias Bloomberg.

Putin declarou em finais de outubro que “não foi tomada qualquer decisão” sobre a sua eventual viagem, e o Kremlin também não deu indicações sobre essa questão na quarta-feira, ao fazer o balanço do conteúdo de uma conversa telefónica com o Presidente indonésio.

Moscovo quis, no entanto, elogiar a presidência “despolitizada” do G20 que Jacarta exerceu.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 253.º dia, 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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