UE condena “flagrante desprezo” da Rússia pela vida de civis ao atacar escola (com áudio)

Os 27 Estados-membros estão “consternados pelo ataque aéreo russo contra um edifício escolar em Belogorovka, região de Lugansk, e que, segundo se informa, morreram muitas crianças”, indicou na sua conta Twitter o Alto representante para a política externa, Josep Borrell.

A União Europeia (UE) manifestou ontem a sua consternação pelo “flagrante desprezo” da Rússia pela vida dos civis ao atacar uma escola na Ucrânia usada como refúgio na região de Lugansk, no leste do país.

Os 27 Estados-membros estão “consternados pelo ataque aéreo russo contra um edifício escolar em Belogorovka, região de Lugansk, e que, segundo se informa, morreram muitas crianças”, indicou na sua conta Twitter o Alto representante para a política externa, Josep Borrell.

“A UE condena o flagrante desprezo da Rússia pela vida civil e apoiará os esforços para levar os responsáveis perante a justiça”, acrescentou o chefe da diplomacia europeia.

No sábado, um bombardeamento aéreo russo atingiu uma escola em Belogorovka onde dezenas de pessoas se tinham refugiado, tendo hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmado que há a registar 60 mortos na sequência desse ataque.

Segundo o governador local, Serguii Gaidai, as autoridades conseguiram resgatar 30 pessoas.

Belogorovka está localizada numa das zonas onde decorrem violentos combates entre tropas ucranianas e russas na região separatista de Lugansk.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Recomendadas

Ucrânia: Macron e Scholz pedem a Putin libertação de 2.500 militares de Azovstal

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, pediram este sábado ao presidente russo Vladimir Putin para libertar 2.500 combatentes ucranianos que estavam na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol, e foram feitos prisioneiros pelos russos.

Europa devia olhar para África para reduzir dependência do gás russo

“A Europa na minha opinião devia olhar para áfrica. A África tem imenso gás”, disse o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.

Rússia testa míssil hipersónico que Putin considera “invencível”

O míssil Zircon foi disparado da fragata Almirante Gorshkov no Mar de Barents contra um alvo nas águas árticas do Mar Branco, segundo informações avançadas pelo Ministério da Defesa russo num comunicado citado pela agência de notícias France Presse (AFP).
Comentários