UE disponibiliza mil milhões de euros para transição energética nos Balcãs (com áudio)

A União Europeia vai destinar mil milhões de euros aos Estados balcânicos, para os ajudar na transição para uma energia limpa, que considera “essencial” para uma futura integração daqueles no bloco comunitário.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta ajuda no final da Conferência dos Balcãs Ocidentais, que decorreu na quinta-feira em Berlim, sob os auspícios do governo de Olaf Scholz.

Metade desta ajuda vai assumir caráter urgente e a restante vai ser investida na modernização das infraestruturas energéticas.

Na ocasião, Scholz apelou para uma aceleração do processo de normalização entre a Sérvia e o Kosovo, defendendo que a invasão russa da Ucrânia impõe que a Europa ultrapasse os conflitos regionais.

“A agressão brutal da Rússia contra a Ucrânia obriga-nos a unirmo-nos para preservar a liberdade e a segurança na Europa”, disse Scholz, na abertura da cimeira.

A cimeira juntou representantes da União Europeia com os de Albânia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedónia do Norte, Kosovo e Sérvia.

A Alemanha e a França apresentaram recentemente um plano à Sérvia e ao Kosovo para resolver o conflito entre os dois países.

Uma antiga província sérvia de maioria albanesa, o Kosovo declarou a independência em 2008, não reconhecida pela Sérvia.

“Depois de apresentarmos as nossas propostas, regressámos da região com um otimismo cauteloso”, disse uma fonte do Governo alemão há dois dias sobre o plano, segundo a AFP.

A mesma fonte advertiu que a relação da Sérvia com a Rússia poderá complicar a sua aproximação à UE.

A Sérvia é candidata à adesão à UE desde 2012, enquanto o Kosovo declarou a intenção de aderir ao bloco, mas ainda não se candidatou.

O país não aprovou as sanções europeias contra Moscovo e Bruxelas insistiu na necessidade de Belgrado se comprometer com a linha de política externa da EU.

Ao Kosovo foi pedido que reforce as estruturas democráticas, a administração pública e o Estado de direito, e combata eficazmente a corrupção.

A Bósnia-Herzegovina já tem a recomendação da Comissão Europeia para o estatuto de candidato desde meados de outubro, embora condicionada ao cumprimento de 14 prioridades.

A Albânia, a Macedónia do Norte e o Montenegro, que abriram negociações intergovernamentais em julho para reforçar as relações com a UE, foram convidados a intensificar a luta contra a corrupção e o crime organizado.

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