UE registou 1,89 milhões de investigadores em 2020. Portugal conta com mais de 50 mil

O número de investigadores aumentou em Portugal. Atualmente, existem 53.174 investigadores, sendo que 21.979 investigadores estão nas empresas. Na lista da União Europeia Portugal surge em quarta posição.

Krisztian Bocsi/Bloomberg

O número de investigadores que trabalham a tempo inteiro na União Europeia (UE) aumentou na última década, indicou, esta quinta-feira, o gabinete de estatísticas europeu Eurostat. Em 2020, existiam 1,89 milhão de investigadores, mais 546 mil em relação a 2010.

Na UE, a maioria dos investigadores trabalhou no sector empresarial (55%), no sector do ensino superior (33%), seguido do sector governamental (11%).

Por países, o número de investigadores quase duplicou na Grécia e na Hungria entre 2010 e 2020, totalizando 41.800 e 42.000, respetivamente, no ano passado. O mesmo aconteceu na Polónia, onde existiam 124.400 destes profissionais em 2020, 59.900 mais do que em 2010.

Também a taxas de crescimento relativamente altas foram registadas na Holanda (89%), Malta (69%), Chipre (67%) e Irlanda (66%). O único Estado-Membro que registou a tendência oposta foi a Roménia, onde o número de investigadores diminuiu 7%.

Em Portugal o número de investigadores aumentou tendo o Executivo de Costa registado 53.174 investigadores, com 21.979 investigadores nas empresas, revelando um aumento de 86.5% desde 2015, informa o Eurostat. Na lista da União Europeia Portugal surge em quarta posição.

Fora da Europa, o número de investigadores na China (excluindo Hong Kong) atingiu 2,11 milhões em 2019, seguido dos Estados Unidos com 1,55 milhões (dados de 2018), um número abaixo do total da UE em 2020.

 

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