UGT: “No próximo ano as prioridades devem passar pela melhoria generalizada dos salários e pensões”

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, assinou um artigo de opinião no Jornal Económico intitulado “Do reforço da dimensão social das políticas”.

Aproveitando os bons resultados que Portugal tem vindo a registar em termos económicos, orçamentais e de emprego, 2018 tem de ser o ano de aprofundamento do caminho que vem sendo seguido, reforçando a dimensão social das políticas.

Para o próximo ano as prioridades devem passar pela melhoria generalizada dos salários e das pensões, pela aposta inequívoca na criação de mais empregos – mas empregos de qualidade, essenciais para que os portugueses não se vejam obrigados a abandonar o País – e no reforço da qualificação dos trabalhadores, pela implementação de medidas que apoiem a dinamização da negociação coletiva de modo a que esta possa voltar a desempenhar plenamente o seu papel na regulação e na melhoria das condições de trabalho e por uma preocupação permanente e transversal na melhoria proteção social e na redução da pobreza.

O combate às desigualdades e o reforço da coesão social e territorial – tendo em particular atenção os territórios em que as assimetrias são mais são sentidas e que durante 2017 foram lembrados pelas piores razões – têm efetivamente de estar no centro das políticas no nosso País.

Em 2018, todos deverão revelar verdadeira disponibilidade e assumir as suas responsabilidades no diálogo e na construção de soluções e compromissos para um Portugal com mais crescimento económico mas também mais justo e mais coeso.

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