Como vê este evento para o Nordeste brasileiro, nomeadamente para o Estado de Pernambuco?

Vejo como algo sensacional pois precisamos de eventos desta dimensão para troca de experiências, parcerias, negócios e investimentos para o Estado de Pernambuco, que está em pleno crescimento, sendo neste momento um dos pilares sólidos da economia do Nordeste e do Brasil.

Sendo candidato a deputado Federal, como analisa politicamente este Fórum?

Analiso com a devida distância política sendo que é um evento fortemente centrado nos negócios e nos investimentos. Não é altura de falar de política.

Mas como pensa que este evento pode potencializar os investimentos no Nordeste, mais propriamente no seu Estado?

Boa pergunta. Sou natural de Timbaúba, do interior de Pernambuco, cidade onde nasci, cresci e vivo. Tenho muito orgulho de ser de lá. Mas veja, por exemplo, na minha cidade foi anunciado um parque industrial já há alguns anos, no entanto, temos apenas o parque e nada de indústria. Um parque industrial sem indústria é só um parque, que poderia ser até de diversão, mas nem isso é. Talvez se o fosse teria até mais-valia para a região.

Noto que diz isso com alguma mágoa e dor, verdade?

Sim, é verdade. Sinto a dor de quem ama a sua cidade e a mágoa de quem sente que podemos e devemos fazer muito mais e melhor pela região. Não basta apenas falar de um parque industrial. Primeiro, temos de nos preocupar com os acessos terrestres que são muito precários, depois captar investidores do Brasil e do exterior. Mas para isso é preciso haver os contatos com empresários e investidores, aliás, é nisso que estou a trabalhar. Neste momento, comecei a fazer esse trabalho, estudos de viabilidade económica, setores industriais de que temos mais carência, contatos com empresários do exterior, quero que o Estado cresça e que a minha cidade cresça junto com ele.

Como vê a educação, sobretudo, para os mais jovens?

Vejo a educação como um imperativo, melhorámos muito nos índices de alfabetização mas não chega. Precisamos de ter mais escolas, mais cursos profissionalizantes, mais professores e melhores instalações e isso faz parte do meu programa. Preocupa-me a toxicodependência, um verdadeiro flagelo de proporções catastróficas, que tem de ter um fim. É importante criar unidades e associações com carácter humanitário para ajudar estas pessoas, centros para jovens com atividades lúdicas, centros culturais e desportivos (onde os jovens se dediquem a atividades saudáveis, deixando de lado esse vício terrível que mata uma sociedade, pois, o crime está quase sempre associado à toxicodependência). Com estas medidas baixamos o crime e criamos uma sociedade mais equilibrada, homogénea e simétrica. Um problema que me preocupa muito.

Espera que o evento Investe Nordeste ajude no desenvolvimento do Estado de Pernambuco?

Sim, estou certo que nos vai ajudar muito, não só em Pernambuco, mas em todo o Nordeste. Esperamos uma grande adesão de empresários locais, investidores e estaremos aqui para colaborar no que for possível. A economia desenvolve-se por ela mesma, cresce de uma forma espontânea. Se houver mais indústria, vai haver mais emprego, os empregos geram mais receita, mais pessoas, mais habitações, mais comércio, pois, também me preocupo com o pequeno e médio comerciante. É um ciclo que se cria, riqueza traz riqueza e negócios trazem mais negócios. E no final todos ganham.

Para terminar, uma pergunta completamente diferente. Como se define como pessoa?

Pergunta difícil. Gosto de falar pouco de mim. Sou um homem simples, do povo, que nasceu no povo, que cresceu no povo e que vive para o povo. Prometo não prometer, gosto de fazer acontecer.

Carlos Caldeira