Um ano depois, European Startup Nations Alliance continua sem CEO

“Independentemente de estarmos numa fase de constituir equipa, com a gestão interina que já foi designada [liderada por Arthur Jordão], estamos a conseguir ter algumas iniciativas em cima da mesa, por exemplo com França”, disse ao Jornal Económico o presidente da Startup Portugal.

Cristina Bernardo

A Aliança das Nações de Startups Europeia (ESNA – European Startup Nations Alliance) continua sem CEO um ano depois de ter sido apresentada na Web Summit de 2021. Ainda assim, países como França já estão a trabalhar com a estrutura localizada em Lisboa, garantiu ao Jornal Económico (JE) o presidente da Startup Portugal.

“Nós fazemos parte do presidency board. Somos membro permanente desse conselho da ESNA. Eu, concretamente enquanto presidente da Startup Portugal, represento Portugal no presidency board. Neste momento, estamos numa fase de formar equipa. Há um concurso internacional de recrutamento dos ‘C-Levels’ da ESNA (CEO, COO e CFO)”, disse António Dias Martins.

Há exatamente um ano e um dia, o anterior Governo cortou a fita encarnada desta entidade com sede em Portugal. O então ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a par com os seus homólogos de Espanha e Bélgica, revelou que a ESNA terá 1,5 milhões de euros anuais do Plano de Recuperação e Resiliência e apoio do fundo Horizonte de Bruxelas. O principal objetivo é duplicar o número de unicórnios da Europa até 2030.

No verão, a ESNA assegurou 1 milhão de euros e mostrou-se pronta a iniciar as operações. Apesar de terem passado quatro meses sem muita luz ao fundo do túnel, há países, como por exemplo França, que requereram o apoio para “uma iniciativa de trabalhar o talento, fazer um desk para um talento transversal e supra-europeu, que abrange toda a área da Europa”, adiantou o número um da Startup Portugal ao JE.

“Independentemente de estarmos numa fase de constituir equipa, com a gestão interina que já foi designada [liderada por Arthur Jordão], já estamos a conseguir ter algumas iniciativas em cima da mesa com os Estados-membros que querem lançar, através do chapéu da ESNA, ter medidas rápidas para implementar”, destacou António Dias Martins. Quando se nomear um CEO começar-se-á a medir a sério o pulso à ESNA? “Com certeza”, garante.

Ontem, segundo previsto no plano da Web Summit, era suposto haver um balanço da estrutura europeia de empreendedorismo que pretende unir os Estados-membros, com o apoio da Comissão Europeia. O painel “European Startup Nations Alliance: One year on“, num dos pavilhões da FIL às 12h30, deveria ter recebido o ministro da Economia, António Costa Silva, o diretor interino da ESNA, Arthur Jordão, e a diretora do CNECT.F da Comissão Europeia, Fabrizia Benini, mas as cadeiras ficaram vazias.

Aliança ainda não convence

Recentemente, o ecossistema de inovação mostrou-se de pé atrás perante a Aliança Europeia das Nações de Startups (ENSA – European Startup Nations Alliance), nomeadamente por uma eventual falta de influência política nas instituições da União Europeia e capacidade de canalizar recomendações políticas, segundo um pequeno inquérito levado a cabo pela Portugal Tech League.

Mais de quatro em cada dez inquiridos (44%) crê que a natureza não vinculativa e os termos legais do Startup Nations Standard of Excellence – as oito recomendações da Comissão Europeia para que o ecossistema europeu de inovação seja ainda mais atrativo para startups até 2030 – podem ser um obstáculo à sua adoção.

Para os participantes no estudo da Portugal Tech League, a mais-valia desde o conjunto de oito melhores práticas para impulsionar o desenvolvimento de startups e scale-ups na Europa é o facto de estabelecer um caminho para unificar o mercado único e traçar uma rota de crescimento consistente.

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