Um em cada dez portugueses conseguiu poupar mais durante a pandemia

Estudo da consultora Boston Consulting Group concluiu que 60% dos inquiridos irá guardar a verba que teve oportunidade de poupar para necessidades futuras.

Um em cada dez portugueses (41%) conseguiu poupar mais durante o primeiro ano da pandemia do que antes do surgimento do vírus que levou a confinamentos em todo o mundo, concluiu a consultora Boston Consulting Group (BCG), no estudo “Hábitos do Consumidor Português”, divulgado esta terça-feira.

Apesar da acumulação de riqueza ter desacelerado no ano passado, com uma taxa de crescimento médio anual de 2% entre 2019 e 2020, uma significativa parte da população nacional conseguiu ter mais algum dinheiro nos cofres. Porém, 60% dos inquiridos da BCG indicaram que esse valor será para guardar para o futuro.

Cerca de um terço (31%) dos participantes neste inquérito pretende viajar, 28% quer investir num imóvel e 26% considera investir em produtos financeiros, de acordo com o estudo, que envolveu mil entrevistas entre os dias 18 e 22 de novembro de 2021 e analisou as perspetivas dos portugueses sobre o futuro da pandemia e a forma como o seu quotidiano foi afetado nas várias vertentes.

Por exemplo, acentuou-se a tendência de abandonar o chamado dinheiro físico e envergar pelos canais de pagamento digital, com utilização do online banking (23%) e de aplicações móveis (21%). Segundo a BCG, pouco mais de metade (51%) das pessoas pagou em dinheiro com menor frequência, 20% passou a utilizar a app MB Way e 13% começou a utilizar a aplicação do próprio banco.

A consultora considera que essa mudança poderá estar relacionada com o aumento das compras online, uma vez que 44% dos portugueses entrevistados recorreram mais ao e-commerce, quando comparado com o período pré-pandemia, para obter melhores preços ou descontos (53%) e evitar de multidões (51%).

“É essencial compreender as mudanças no comportamento dos consumidores portugueses após quase dois anos de pandemia para se desenharem as estratégias nos vários setores para o próximo ano. A incerteza que ainda marca o futuro da pandemia obriga a que as empresas, marcas e serviços mantenham a sua flexibilidade para se adaptarem ao que o contexto exigir, contudo, estes dados recolhidos e analisados pela BCG permitirão definir alguns caminhos para ir ao encontro das necessidades, desejos e tendências em Portugal”, afirma Pedro Pereira, managing director e sócio da BCG.

“Ainda em período de pandemia, verificou-se um aumento de gastos sustentado em veículo pessoal, educação e soluções de investimento. Também as categorias de despesas como animais de estimação ou entretenimento em casa registaram um aumento, mas de uma forma que se prevê temporária”, lê-se no documento. “Por outro lado, algumas categorias caíram temporariamente, como as despesas em restauração ou vestuário, e é expectável que outras venham a ter um peso menor no futuro dos portugueses, tais como bens de luxo e transportes públicos”, refere a BCG.

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