Um em cada quatro desempregados encontrou trabalho no terceiro trimestre (com áudio)

Cerca de 78 mil desempregados passaram a empregados, entre julho e setembro, revela o INE. Hoje, 26% dos portugueses que não tinham emprego encontraram um novo posto de trabalho.

Cerca de um em cada quatro desempregados encontrou um novo posto de trabalho, entre julho e setembro, indicam os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em causa estão 78,1 mil portugueses.

Do total de pessoas que não tinham emprego no segundo trimestre do ano, 53,9% (ou seja, mais de metade) permaneceram nessa situação, no período entre julho e setembro, enquanto 26,1% encontraram um novo posto de trabalho. Os demais portugueses (cerca de 20% dos desempregados) transitaram para a inatividade.

Tal significa que 160 mil portugueses continuaram sem trabalho, enquanto 78,1 mil encontraram uma nova oportunidade e 59,8 mil passaram a ser inativos.

Já entre os empregados, a maioria (96,5%) continuaram a trabalhar, tendo 1,1% passado ao desemprego e 2,3% à inatividade, revela o gabinete de estatísticas.

Por outras palavras, 4,7 milhões de portugueses mantiveram-se empregados, enquanto 55 mil perderam o seu posto de trabalho e quase 115 mil passaram à inatividade, não estando disponíveis para regressar ao mercado ou não procurando uma nova oportunidade.

Quanto aos inativos, a maioria (94%) mantiveram-se nessa situação, mas 3,4% encontraram um novo emprego e 2,6% passaram ao desemprego, mostrando-se, então, abertos a regressar ao mercado laboral.

Contas feitas, 3,3 milhões de portugueses continuaram na inatividade, tendo 119,4 mil passado a trabalhar e 87,9 transitado para o desemprego.

12% dos independentes passaram a trabalhadores por conta de outrem

O destaque publicado esta manhã pelo INE dá conta também de que cerca de 12% das pessoas que tinham um trabalho por conta própria no segundo trimestre do ano passaram a estar empregadas por conta de outrem entre julho e setembro. Em causa estão 86,7 mil portugueses.

Houve também indivíduos que fizeram o percurso inverso, mas esse fluxo foi menos expressivo: 1,6% dos trabalhadores dependentes passaram a independentes, estando em causa 65,2 mil portugueses.

O gabinete de estatísticas detalha que, “do total de trabalhadores por conta de outrem que, no segundo trimestre de 2022, tinham um contrato de trabalho com termo ou outro tipo de contrato, 19,3% (129,2 mil) passaram a ter um contrato sem termo no terceiro trimestre
de 2022”. Ou seja, quase um quinto dos trabalhadores a prazo passaram a efetivos.

Por outro lado, cerca de um em cada quatro empregados a tempo parcial (24,1%; 94,2 mil) passou trabalhar a tempo completo. E entre as pessoas que permaneceram empregadas, 3,1% (145,7 mil) mudaram de emprego, valor que representa uma quebra face à variação registada os últimos dois trimestres.

Atualizada às 11h50

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