Reintegração social nas cadeias

Há cada vez mais instituições e pessoas singulares que se preocupam com a reintegração social de reclusos e ex-reclusos. Habitualmente é um tema de conversa desconfortável, quanto mais pensar-se em o que é que estas pessoas fazem para ocupar o seu tempo e serem verdadeiramente “reabilitadas” enquanto estão a cumprir a sua pena. Mas felizmente […]

Há cada vez mais instituições e pessoas singulares que se preocupam com a reintegração social de reclusos e ex-reclusos. Habitualmente é um tema de conversa desconfortável, quanto mais pensar-se em o que é que estas pessoas fazem para ocupar o seu tempo e serem verdadeiramente “reabilitadas” enquanto estão a cumprir a sua pena.

Mas felizmente existem pessoas com ideias e uma atitude empreendedora neste sector. A inovação social nas prisões portuguesas está finalmente a criar raízes e prova disso é o projecto Breaking Bars. Criado por Carolina Almeida Cruz, através da associação Sapana, o objectivo é capacitar quem está por detrás das grades e dar-lhe as ferramentas para construir uma vida pessoal e profissional nova aquando da sua libertação. Algumas das actividades a que este projecto se propõe são: a promoção para o desenvolvimento de motivação e auto-estima individual, a criação de uma base de dados de empresas disponíveis para aceitarem ex-reclusos,  a procura eficaz por oportunidades de trabalho, e até mesmo o mentoring mesmo já depois do término da reclusão.

No início de 2016, o primeiro programa de capacitação em grupo para reclusos chega às prisões e destinar-se-á aos reclusos que estão a um ano/seis meses de terminarem a pena.

“São programas de capacitação, com muito enfoque no desenvolvimento pessoal, mas que têm como meta a empregabilidade, uma atitude empreendedora, o melhoramento da comunicação, entre outras competências”, explica Alexandra Martins, coordenadora do projeto.

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