Um quarto das camas disponíveis vazias até setembro

Mais de um quarto das dormidas possíveis nas diversas unidades hoteleiras da Região Autónoma da Madeira ficaram vazias nos primeiros nove meses de 2016.

Em cerca de 7,9 milhões de dormidas disponíveis entre janeiro e setembro nas cerca de 160 unidades hoteleiras do destino, os 903,3 mil hóspedes apenas foram responsáveis por cerca de 5,7 milhões. Feitas as contas, há uma diferença negativa superior a 2,1 milhões de dormidas.

Se olharmos para as estatísticas oficiais do ano, e fazendo apenas um mero exercício matemático para procurar evidenciar o que representam aqueles 27,2% de dormidas a menos, poderemos referir que, por exemplo, durante os primeiros três do ano as camas de todas as unidades hoteleiras da região autónoma ficaram vazias.

É preciso ter atenção que a hotelaria não dispõe de stocks. O que não se vende hoje não pode ser comercializado amanhã, nem em mais nenhum dia. Neste sentido, apesar de ouvir em quase todos os quadrantes ligados ao Turismo da Madeira de que neste ano estamos perante o melhor ou um dos melhores anos de sempre, é preciso ter em linha de conta que há um grande buraco entre a oferta e a procura. Um problema que não é novo no destino.

Seja como for, estas contas que se podem ler nas estatísticas, mas que nunca são evidenciadas, porque em todo o lado há a preocupação de mostrar dados das ocupações e dos proveitos que estas mesmas geram, podem ser complementadas com os números são divulgados mensalmente. E aqui temos que as primeiras estimativas da atividade turística na RAM relativas ao mês de setembro de 2016 apontam para um acréscimo de 5,4% das dormidas nos estabelecimentos hoteleiros, em comparação com o mês homólogo do ano anterior. Em termos absolutos, foram registadas cerca de 697,7 milhares de dormidas no mês em referência.

No acumulado ano, de janeiro a setembro, as dormidas cresceram 8,9% na RAM, fixando-se a estada média neste período em 5,4 noites.

Por sua vez, a taxa de ocupação (cama) em setembro de 2016 atingiu os 78,5% e os proveitos totais aproximaram-se dos 38,0 milhões de euros, tendo aumentado 15,5% em relação a setembro de 2015. De janeiro a setembro de 2016, esta variável registou um incremento de 15,9% comparativamente ao período homólogo.

O RevPAR, que mede o proveito obtido por quarto disponível, atingiu os 56,67 euros, mais 16,0% que no mesmo mês do ano precedente. A média dos primeiros nove meses de 2016 foi de 50,11 euros, que traduz mais 16,3% em relação ao período homólogo.

Em relação aos principais mercados emissores, as variações estimadas para os mercados alemão e britânico foram de mais 7% e mais 3,1%, respetivamente, enquanto o mercado francês apresentou uma redução de 5,3% nas dormidas. O mercado nacional registou um aumento de 14,2%.

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