Um em cada seis trabalhadores da UE tem salários baixos

Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, o valor médio pago à hora em Portugal era de 5,1 euros em 2014. O décimo mais baixo entre os vários países.

Entre os Estado-membros da União Europeia, o valor médio mais alto pago por hora de trabalho era, em outubro de 2014, cinco vezes mais elevado que o valor mais baixo, quando calculado em paridades de poder de compra (que elimina a diferença de preços entre países), revelam dados publicados hoje pelo Eurostat.

Os dados mostram que, em outubro de 2014, a Dinamarca era o país com o valor em paridade de poder de compra mais elevado (18,5), seguido da Irlanda (18,4), Bélgica (15,4), Alemanha e Luxemburgo (ambos com 15).  No lado oposto estavam a Bulgária (3,6) e a Roménia (4).

Portugal registava um valor de 6,3 em paridades de poder de compra.

Quando medido em euros, a diferença aumenta entre os Estado-membros. O valor médio mais alto pago à hora é 15 vezes superior ao mais baixo, diz o gabinete de estatísticas europeu.

Dinamarca estava em primeiro (25,5 euros à hora), seguido pela Suécia (18,5 euros), Luxemburgo (18,4 euros) e Finlândia (17,2 euros). No fundo da tabela estavam a Bulgária (1,7 euros), a Roménia (2 euros) e a Lituânia (3,1 euros).

Em Portugal, o valor médio pago à hora era, em outubro de 2014, de 5,1 euros, sendo assim o décimo valor mais baixo entre 26 países (a Grécia e a Croácia não apresentam dados).

O Eurostat analisa ainda a percentagem de trabalhadores com salários baixos em cada um dos países da União Europeia – trabalhadores que ganham dois terços ou menos do valor médio mais alto pago à hora. O gabinete de estatísticas conclui que um em cada trabalhador da União Europeia (15,9%) tinha um salário deste nível em 2014.

Segundo os dados, a Letónia era o país com a percentagem mais elevada de trabalhadores com baixos salários (25,5%), enquanto a Suécia se encontrava no extremo oposto (2,6%).

Em Portugal, a percentagem de trabalhadores com baixos salários era de 12% em 2014, sendo o sétimo entre os países com os valores mais baixos da União Europeia.

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