“Uma pessoa que não se apresente para ser vacinada, não fica registado que não quis”, diz Graça Freitas

A diretora geral de saúde explicou que em Portugal a vacinação é um ato voluntário e fortemente incentivado, mas que as pessoas podem exercer o seu direito de não quererem ser vacinadas.

Manuel de Almeida / Lusa

“Uma pessoa que não se apresente num serviço para ser vacinada, não fica registado que não quis”. Foi desta forma que Graça Freitas respondeu sobre se Portugal irá ter uma lista de pessoas que não queiram receber a vacina contra a Covid-19, uma medida que será adotada por Espanha.

“Em Portugal, a vacinação é um ato voluntário e fortemente incentivado, não deixamos que as pessoas percam oportunidades de vacinação, mas podem exercer o seu direito de não quererem ser vacinadas”, explicou a diretora geral de saúde na conferência de imprensa esta terça-feira, 29 de dezembro.

Espanha vai criar um registo com todas as pessoas que se recusem a ser vacinadas contra o novo coronavírus e compartilhá-lo com outros países da União Europeia, sendo que não estará acessível ao público ou aos empregadores anunciou hoje, o ministro da saúde espanhol, Salvador Illa.

Graça Freitas acrescentou que desde o início da pandemia em Portugal já foram infetados 16.663 profissionais de saúde, sendo que cerca de 9.600 já recuperaram.

A responsável destacou que até a esta data, a vacina contra a Covid-19 está a ser considerada uma vacina semelhante a outras. “Apesar de ser nova e de ter sido feita em tempo recorde e usar uma tecnologia diferente, não deixou de passar pelo crivo da Agência Europeia do Medicamento. É uma vacina que está plenamente autorizada, não é um medicamento experimental”, referiu.

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