União dos Sindicatos da Madeira dá parecer desfavorável a plano de investimentos do Governo

A União dos Sindicatos da região diz que o ao Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira “não dá resposta aos problemas dos trabalhadores, tal como os anteriores, que têm servido para dar continuidade à política de baixa valorização profissional e dos baixos salários, levando a que grande percentagem de trabalhadores vivam, no limiar da pobreza e mesmo até, abaixo do limiar da pobreza”.

A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) deu um parecer desfavorável ao Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR), para 2021, que começa a ser discutido esta terça-feira na Assembleia Regional.

Na reunião plenária do Conselho Económico e da Concertação Social, a USAM disse que o PIDDAR “não dá resposta aos problemas dos trabalhadores, tal como os anteriores, que têm servido para dar continuidade à política de baixa valorização profissional e dos baixos salários, levando a que grande percentagem de trabalhadores vivam, no limiar da pobreza e mesmo até, abaixo do limiar da pobreza”.

A USAM reforçou que o PIDDAR, para 2021, “fica muito aquém” das necessidades dos trabalhadores e do povo da região, e “não traduz as justas reivindicações dos trabalhadores”, no que diz respeito a medidas de Proteção do Emprego; Combate ao Trabalho Precário e a Valorização das Profissões, competências e qualificação profissional.

A união dos sindicatos da região considera que o desenvolvimento da região passa por criar estratégias que valorizem as pessoas, o trabalho, e medidas que criem poder de compra, melhorem o nível de vida, condições necessárias para alavancar a economia regional.

A estrutura sindical reforça que não é possível existir desenvolvimento económico sem que se valorize quem produz riqueza, os trabalhadores.

A USAM, durante a reunião plenária absteve-se na proposta de parecer sobre o PIDDAR de 2019, referindo que “cerca de 60% do plano ficou por cumprir”.

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