Sindicatos votam contra aumento proposto do salário mínimo regional

A União dos Sindicatos da Madeira salienta que já deu conhecimento aos representantes do Governo Regional da carta reivindicativa aprovada no XII Congresso, que, no que se refere ao aumento do SMN para o SMR, propõe o valor de 7,5%, para fazer face aos custos da insularidade.

A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) votou desfavoravelmente ao valor de 2,5% proposto para o aumento do Salário Mínimo Regional (SMR) face ao Salário Mínimo Nacional (SMN) para o ano de 2022.

A USAM justifica o voto desfavorável considerando que este valor fica “muito aquém das necessidades dos trabalhadores”, salientando que “não pode dar a sua concordância à política dos baixos salários geradoras do empobrecimento dos trabalhadores e suas famílias”.

“A Região Autónoma dos Açores (RAA) tem o SMR acrescido ao SMN em 5% desde há vários anos, enquanto na Região Autónoma da Madeira (RAM) continuam a apresentar-se propostas inferiores, neste caso, de metade (2,5%)”, refere a USAM em comunicado, destacando que “novamente os trabalhadores portugueses da RAM voltam a ter o valor do SMR inferior aos da RAA.

USAM defende proposta da CGTP para aumento dos salários em 90 euros mensais

A USAM defende a proposta da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) para o aumento dos salários em 90 euros mensais, de forma a atingir os 850 euros a curto prazo.

A União dos Sindicatos da Madeira sublinha que há estudos que recomendam que o valor do salário deveria ser de 1.136 euros para fazer face às despesas essenciais para uma vida digna.

“A RAM está em primeiro lugar do País com os mais altos níveis de pobreza, situação que deve merecer na maior atenção, nomeadamente na decisão das atualizações da contratação coletiva, com o aumento dos salários e do SMR”, destaca no comunicado.

A USAM frisa que devido ao bloqueio à negociação coletiva, muitas convenções coletivas de trabalho têm as tabelas salariais estagnadas, e os trabalhadores qualificados e mesmo com carreiras profissionais longas, estão a auferir os salários pelo valor do SMR, “estando-se assim a tornar um Portugal e uma região de salários mínimos”.

Desta forma, a USAM refere que torna-se urgente a intervenção do governo na promoção da negociação coletiva.

Por fim, a União dos Sindicatos da Madeira salienta que já deu conhecimento aos representantes do Governo Regional da carta reivindicativa aprovada no XII Congresso, que, no que se refere ao aumento do SMN para o SMR, propõe o valor de 7,5%, para fazer face aos custos da insularidade.

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