União Europeia apela para fim da escalada de violência na Síria

Segundo Bruxelas, os novos ataques custaram “inúmeras vidas civis, feridos e o deslocamento de 80.000 pessoas”, elevando para 800 mil o número de deslocados no país desde fevereiro deste ano.

8. Siria

A União Europeia apelou hoje para que todas as partes envolvidas na guerra da Síria, em particular ao regime de Damasco e aos seus aliados, cessem a escalada da violência e protejam os civis no norte do país.

“A escalada da violência no noroeste da Síria por parte do regime sírio e seus aliados deve cessar. A última ofensiva inclui ataques aéreos indiscriminados contra civis e rotas de fuga”, afirmou em comunicado o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE).

O serviço diplomático da União Europeia (UE) recordou que “todas as partes têm a obrigação de proteger os civis”.

“O regime e os seus aliados devem acabar com os ataques militares indiscriminados e respeitar o direito internacional humanitário”, defendeu o SEAE.

Segundo Bruxelas, os novos ataques custaram “inúmeras vidas civis, feridos e o deslocamento de 80.000 pessoas”, elevando para 800.000 o número de deslocados no país desde fevereiro deste ano.

O Serviço Europeu para a Ação Externa pediu que se garanta rapidamente um “acesso humanitário seguro e sem obstáculos, que inclua passagens transfronteiriças”, e apelou à proteção dos três milhões de civis que vivem na província de Idlib.

Mais de 235.000 pessoas foram deslocadas na província de Idlib, no noroeste da Síria, nas últimas duas semanas, como consequência da intensificação dos bombardeamentos russos e do Exército Sírio no último bastião da oposição do país, de acordo com um relatório das Nações Unidas Unidos

A presença de grupos terroristas em Idlib é “um problema que diz respeito a todos nós”, afirmou Bruxelas, advertindo que lutar contra esses grupos não permite “minar o direito Internacional Humanitário ou atacar civis”.

A UE frisou que a sua “prioridade” será trabalhar para conseguir um acordo entre o regime e a oposição, sublinhando que “as contínuas hostilidades em Idlib ameaçam destruir a fé nessa solução negociada”.

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