União Europeia espera terminar com dependência da energia russa em 2027

Segundo o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni a UE pretende reduzir a sua dependência de petróleo e gás russo em dois terços até o final de 2022

A União Europeia pretende reduzir a sua dependência de petróleo e gás russo em dois terços até o final de 2022 e completamente até o final de 2027.

A informação foi avançada comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni e citada pela agência noticiosa “Tass”.

“Uma vez que a evolução de vários pacotes de sanções provavelmente incluirá energia, estamos a lidar com isso. O primeiro objetivo é reduzir a dependência do petróleo e gás russo em dois terços até o final deste ano e reduzi-la para zero em 2027, enquanto a segunda é desenvolver uma estratégia que não atrase a mudança climática”, referiu Paolo Gentiloni.

Segundo o comissário europeu “o caminho para reduzir a dependência da energia russa passa pelas fontes renováveis”.

Paolo Gentiloni sublinhou ainda que a União Europeia terá que rever a perspetiva projetada anteriormente de crescimento económico de 4%.

“Até agora é cedo para dizer se a desaceleração levará à estagnação, pois existem alguns momentos positivos herdados do segundo semestre de 2021, como o nível de desemprego muito baixo e um nível muito alto de atividade de poupança”, explicou o comissário europeu, acrescentando que “o risco de estagnação também dependerá em grande parte da continuidade do conflito na Ucrânia”.

A guerra na Ucrânia começou a 24 de fevereiro quando o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma operação militar especial. Desde que começou a guerra foram aplicados cinco pacotes de sanções contra a Rússia, esperando uma sexta nos próximos dias. As Nações Unidas estimam que a guerra possa gerar 8,3 milhões de refugiados.

Relacionadas

Ocupação russa de Chernobyl foi “muito, muito perigosa”, considera agência Internacional de Energia

A ocupação da central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, pelo exército russo, entre 24 de fevereiro e final de março, foi “muito, muito perigosa”, denunciou hoje o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em visita ao local. “A situação era absolutamente anormal e muito, muito perigosa”, afirmou Rafael Grossi em declarações aos jornalistas […]

“Posições diferentes”. Guterres e Lavrov discordam em quase tudo, menos nos corredores humanitários

O secretário-geral da ONU insiste na violação da Carta das Nações Unidas na sequência da invasão russa à Ucrânia enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros russo inverte a retórica e acusa os Estados Unidos dessa mesma violação pela política expansionista que têm levado a cabo e pela instrumentalização da Ucrânia. As versões dos dois abaixo.

Bruxelas aprova proposta ibérica para limitar preço do gás natural (com áudio)

A proposta apresentada em março em Conselho Europeu, por Portugal e Espanha, foi aprovada esta terça-feira pela Comissão Europeia. Medida fixa um teto máximo de 50 euros por MWh e estará em vigor durante um ano.
Recomendadas

Ucrânia: Costa anuncia que Zelensky convidou Marcelo para visitar Kiev

O primeiro-ministro António Costa revelou que o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zlensky, convidou o Presidente da República para realizar uma visita à Ucrânia em data ainda a acertar. Desde Timor-Leste, o Presidente apressou-se a dizer que irá.

Ucrânia: Biden aprova apoio de 40 mil milhões de dólares a Kiev

O financiamento destina-se a apoiar a Ucrânia até setembro e supera a medida de emergência anterior, que disponibilizou 13,6 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros).

Portugal enviou um milhão de euros em medicamentos à Ucrânia

Os medicamentos enviados foram doados por empresas do sector farmacêutico e também pelo ministério da Saúde. A carga inclui medicamentos oncológicos, antibióticos e preparações para injetáveis, entre outros produtos. 
Comentários