União Europeia, Reino Unido e EUA avaliam sanções contra a Rússia

Em 2014, a UE em conjunto com os Estados Unidos, aplicou uma série de sanções económicas à Rússia, que afetaram os sectores de energia, banca e defesa, também na sequência da invasão da Crimeia.

A União Europeia (UE) está a discutir com os EUA e o Reino Unido uma nova onda de sanções económicas à Rússia, na sequência dos possíveis planos de Moscovo em invadir a vizinha Ucrânia, segundo a “Reuters”. Entretanto, a Rússia esclareceu que não tem intenção de invadir a Ucrânia, e acusa Kiev de escalar o conflito após ter enviado “metade do exército” para enfrentar separatistas pró-russos para o leste do país.

Em 2014, a UE em conjunto com os Estados Unidos, aplicou uma sanções económicas à Rússia, que afetaram os sectores de energia, banca e defesa, também na sequência da invasão da Crimeia.

O principal diplomata do bloco europeu, Josep Borrell, afirmou que a UE enviará um “sinal claro de que qualquer agressão contra a Ucrânia terá um alto custo para a Rússia. Estamos a estudar com os EUA e o Reino Unido o que podem ser, quando e como, de forma coordenada.”

Antes da reunião de líderes da UE, os diplomatas do bloco afirmaram que a discussão estará focada num potencial aumento gradual de quaisquer sanções, que vão desde possíveis “proibições de viagens e congelamento de ativos a membros da elite política russa”, até à proibição de “todos os vínculos financeiros e bancários” com Moscovo.

Uma das sanções em cima da mesa prende-se com o gasoduto Nord Stream 2, entre a Rússia e a Alemanha, que a UE equaciona evitar que se torne operacional. Adicionalmente, o bloco também estuda a possibilidade de visar empresas de defesa e energia estatais e, até, cancelar contratos de gás natural.

Ainda assim, os diplomatas da UE sublinha que tais medidas só serão consideradas se “os militares russos tentarem uma invasão total da Ucrânia”.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, advertiu repetidamente a Rússia que a aliança militar ocidental está ao lado da Ucrânia, numa altura em que se começa a assistir a uma grande e pouco comum concentração de tropas russas nas fronteiras da Ucrânia.

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