Unitel nega qualquer “transação financeira ilegítima ou ilegal” da sua acionista Isabel dos Santos

A decisão de congelar as contas da Unitel foi emitida a 9 de outubro de 2015 pelo tribunal, depois de a operadora brasileira Oi ter apresentado um pedido urgente de congelamento dos bens da empresa como medida cautelar.

A empresa angolana Unitel refutou esta quarta-feira de manhã todas as alegações feitas com referência à tecnológica e a Isabel dos Santos. Num comunicado enviado às redações, a Unitel refere que a informação de que a sua acionista Isabel dos Santos terá levantado 238 milhões de euros do BPI antes de ver a conta congelada é falsa.

“Nem Isabel dos Santos (que não é acionista directa na Unitel) nem a Unitel são partes nesse procedimento judicial. Aliás, a Unitel não é, nem foi, parte de qualquer procedimento judicial nas Ilhas Virgens Britânicas. Não sendo partes neste litígio, nem a Unitel nem Isabel dos Santos tiveram a oportunidade de se defender perante estas alegações”, refere a empresa a propósito do processo entre empresas suas acionistas.

A firma angolana sublinha que não se trata de uma ação de julgamento ordinária, mas “apenas” de uma providência cautelar. “Nenhuma transação financeira ilegítima ou ilegal foi realizada pela Unitel ou por Isabel dos Santos (…). De realçar que, quanto aos montantes em causa, hoje exigidos pela PT Ventures aos outros acionistas da Unitel, a PTV assume que é da responsabilidade dos acionistas angolanos a conversão do dividendo da PTV de kwanzas em USD ou Euro”, acrescentam.

Em causa está a notícia de que o tribunal das Ilhas Virgens Britânicas emitiu uma ordem para congelar os bens da Vidatel, a empresa através da qual a filha do antigo presidente de Angola, Isabel dos Santos, controla 25% da Unitel, no BPI. No entanto, sete horas antes de os bens da empresa serem congelados por ordem judicial, Isabel dos Santos terá transferido mais de 230 milhões para contas pessoais.

De acordo com a informação veiculada pelo jornal “Público” de hoje, o tribunal considera que “a senhora dos Santos demonstrou falta de franqueza” ao incorrer em incumprimento da ordem judicial emitida. O magistrado do Supremo Tribunal das Caraíbas Orientais, Barry Leon, considera que o caso foi sobretudo grave tendo em conta que o desvio do dinheiro teve como destino contas privadas da angolana.

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“Perante esta situação lamentável e infelizmente recorrente, o STEC vai, obviamente, solicitar o início de negociações a partir de 13 de outubro, procurando, como sempre, pela via do diálogo, encontrar respostas para a situação aflitiva que muitos trabalhadores e reformados da CGD já estão a viver”, indica o sindicato. 

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