Vacina. “A minha inclinação seria a de ser mais generoso nos idosos que entram no primeiro grupo”, diz Marcelo

O Presidente da República contactou diretamente as farmacêuticas sobre as vacinas em desenvolvimento, mas recusa que tenha sido por falta de confiança ou desautorização à ministra da Saúde.

Rui Ochoa / Presidência da República / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa voltou esta terça-feira a defender o alargamento da vacinação contra a Covid-19 aos idosos e admitiu que aceitou um “critério diferente” daquele que defende.

“Eu próprio chamei à atenção: não se esqueçam dos idosos. Se os especialistas em saúde entenderam que o critério era diferente daquele que era a minha a inclinação eu em princípio aceito. A minha inclinação seria a de ser mais generoso nos idosos que entram no primeiro grupo da vacinação”, referiu o candidato a Belém, em entrevista à RTP, cerca de uma hora depois de o Governo anunciar que prevê avançar com a vacinação nos lares na próxima semana.

O Presidente da República contactou diretamente as farmacêuticas sobre as vacinas em desenvolvimento, mas recusa que tenha sido por falta de confiança ou desautorização à ministra da Saúde, que lhe disponibilizou a informação e os relatórios antes dessas conversações com as diversas multinacionais.

“Acho que desde que a União Europeia duplicou, em relação à Moderna, a encomenda, conseguiu de alguma forma preencher o vazio deixado pela AstraZeneca e pela Johnson & Johnson relativamente a estes meses de arranque”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações ao canal público enquanto candidato às presidenciais de 2021.

Portugal ultrapassou hoje, terceiro dia de vacinação contra a Covid-19, a barreira das 400 mil infeções depois de mais 3.336 pessoas terem sido contagiadas, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde. No entanto, foram administradas, até às 18h00, 16.701 vacinas contra a Covid-19 a profissionais de saúde. A ministra da Saúde garante que “até agora, não foram detetadas reações graves”.

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