Vacinação das crianças: Governo da Madeira transmite imagem autoritária, insegura e pouco transparente, diz PAN

O partido remete para o facto da Ordem dos Enfermeiros e a Sociedade Portuguesa de Pediatria estarem céticos em relação à vacinação generalizada das crianças, com o pressuposto de que a Covid-19 é normalmente uma doença assintomática nas crianças e os casos de internamento neste grupo etário se dar maioritariamente a crianças com fatores de risco associados.

Ramzi Boudina – Reuters

O partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN) da Madeira acusou o Governo Regional de falta de transparência e tendências autoritárias na forma como está a lidar com a questão da vacinação das crianças, exigindo, junto do executivo regional, a divulgação de “fundamentos científicos” para a vacinação em massa das crianças entre os cinco e os doze anos de idade.

Deste modo, a Comissão Política Regional da Madeira do PAN solicitou ao Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, a divulgação de relatórios científicos que justifiquem a vacinação desta faixa etária, que vão “para além da vontade do secretário da tutela e do próprio presidente do Governo Regional”.

O partido remete para o facto da Ordem dos Enfermeiros e a Sociedade Portuguesa de Pediatria estarem céticos em relação à vacinação generalizada das crianças, com o pressuposto de que a Covid-19 é normalmente uma doença assintomática nas crianças e os casos de internamento neste grupo etário se dar maioritariamente a crianças com fatores de risco associados.

Assim, o PAN considera que esta decisão do executivo regional demonstra falta de consideração para com os madeirenses, com a suposição de que é uma entidade que está “acima do escrutínio” ao assumir que os madeirenses “se devem satisfazer com a decisão sem se questionarem”.

A forma como a decisão foi tomada, sem explicações devidas junto às populações para a vacinação em massa das crianças com menos de 12 anos, levou a um clima de “alarme social”, diz o PAN, o que poderá trazer “constrangimentos sociais” e dificuldades na resposta às necessidades da população, prejudicando a salvaguarda da ordem e segurança públicas que o contexto pandémico exige.

O PAN argumenta ainda contra a recomendação da Direção-Geral de Saúde (DGS), justificada através da posição técnica da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19, em vacinar as crianças entre os cinco e os doze anos, afirmando que a autoridade de saúde não “divulgou os pareceres que suportam a decisão tomada”.

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