Valor médio para compras de Natal sobe para 398 euros em 2021

Segundo um estudo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), este aumento corresponde a 6,5% face ao ano passado, cuja média foi de 374 euros. 

REUTERS / Peter Nicholls

O valor médio gasto pelos portugueses este ano nas compras de natal subiu para 398 euros, segundo um estudo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM).

Este aumento corresponde a 6,5% face ao ano passado, cuja média foi de 374 euros.

Este estudo, com vista a averiguar os hábitos dos portugueses face às compras de Natal, apurou que a maioria (29%) prefere realizar as suas compras exclusivamente online, mas ainda assim corresponde a menos um ponto percentual face a 2020. Em segundo lugar, temos 19% que optam exclusivamente pelos centros comerciais, que por sua vez é uma percentagem superior à de quem escolhe os centros comerciais e comércio de rua (12%).

Foi apurado ainda que 53% dos consumidores afirma ter alterado hábitos nos últimos tempos para ajustar-se à pandemia, destacando que 44,4% dos inquiridos afirma comprar mais online. De facto, o IPAM aponta para um aumento de cerca de 24% desde 2019 nas compras online.

A coordenadora do estudo e docente do IPAM, Mafalda Ferreira, referiu que o estudo tinha como objetivo averiguar se as alterações que a pandemia impôs ao comportamento do consumidor no natal de 2020 continuavam a manifestar-se em 2021. Deste modo, “os resultados mostram-nos, realmente, um clima mais otimista face ao consumo, sendo o valor médio a gastar em compras de Natal este ano o segundo mais elevado desde o início deste estudo em 2009”, revelou.

É de referir que 29% dos inquiridos, não recebe subsídio de natal nesta altura, o que pode ter um impacto negativo no consumo. De entre os que recebem o subsídio, 6,1% pretende usá-lo na sua totalidade nas compras de natal, enquanto que 14,3% dos inquiridos optam por poupá-lo.

Foi divulgado que 20% dos inquilinos prevê gastar um valor superior face ao ano de 2020, enquanto que 70% irá manter os mesmos valores de consumo este ano. Em relação aos inquiridos que irão gastar um valor inferior (10%), estes irão efetuar cortes nos presentes para amigos e familiares.

Nos agregados familiares com filhos, correspondente a 56% dos inquiridos, as crianças são os principais destinatários dos presentes em 100% dos casos. Do total de inquiridos, em 68,1%  é mencionada a intenção de comprar um presente para o cônjuge e em 73,9% destacam-se também os pais, irmãos e outros familiares. No que diz respeito aos amigos, apenas 36% refere querer comprar prendas.

No que diz respeito à época em que os inquiridos realiza as suas compras de natal, 59% deixam para o mês de dezembro, 34% faz as compras antecipadamente e 7% deixa para a época dos saldos. Evitar a concentração de pessoas dada no mês de natal e garantir a entrega a tempo dos presentes são os principais motivos de quem decide fazer as compras com antecedência.

Por fim, o estudo revela ainda que o tipo de produto a comprar varia consoante as faixas etárias dos inquiridos: para as crianças até aos 12 anos 47% optará por oferecer brinquedos, seguidos de roupas e sapatos (22%) e livros (6%). Para adolescentes entre os 12 e os 18 anos, a escolha principal, correspondente a 29%, são as roupas/sapatos, seguidas dos jogos eletrónicos (17%) e acessórios (12%). Também 29% dos inquiridos prefere oferecer roupa/sapatos aos adultos, seguida de acessórios (23%) e livros (17%).

Este estudo do IPAM é realizado anualmente desde 2009 e foi coordenado pela professora Mafalda Ferreira, diretora da licenciatura em Gestão de Marketing do IPAM Porto e doutorada em Psicologia Social pela Universidade de Cádiz. Teve uma amostra de 475 indivíduos, maiores de 18 anos, provenientes de todas as classes sociais.

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