Valor sob gestão dos fundos de investimento mobiliário cresceu em novembro

Os títulos do BCP são os que mais pesam nas carteiras do fundos, com os papéis da Sonae SPGS a surgirem em segundo lugar. Fora da Europa, a Apple e a Microsoft continuam a ser as estrelas.

Cristina Bernardo

Em novembro de 2017, o valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) totalizou 10.958,4 milhões de euros, mais 66,3 milhões (0,6%) que em outubro, segundo adianta comunicado da CMVM. Nos fundos de investimento alternativo (FIA) o valor sob gestão desceu 6,5% para 1.278,9 milhões de euros.

O valor das aplicações em ações registou uma queda de 2,6% nas de emitentes nacionais e de 0,4% nas de emitentes estrangeiros. No que respeita à dívida pública nacional, o valor das aplicações subiu 0,3%, tendo recuado 0,1% na dívida pública estrangeira. Já o valor aplicado em obrigações cresceu nas emitidas por emitentes nacionais (13,5%) e nas de emitentes estrangeiros (4,4%).

Ainda segundo aquela entidade reguladora, o BCP foi o título que mais pesou nas carteiras dos fundos, representando 12,5% do total investido, com um aumento mensal de 7,6%. Seguiram-se a Sonae SGPS, cujo valor nas carteiras dos fundos cresceu 5,4%, e a Galp, que recuou 7,2%.

No que respeita ao investimento em títulos da União Europeia, os mais representativos nas carteiras dos fundos de investimento foram LVMH Moet Hen., Royal Dutch Shell e Siemens. Fora da União Europeia destacam-se a Apple Computer, a Microsoft e a Johnson & Johnson.

O Luxemburgo continuou a ser o principal destino de investimento dos FIM em novembro, ao absorver 18,5% do total das aplicações dos fundos, seguido da Alemanha (14,3%), do Reino Unido (13,6%) e de Portugal (10,3%). As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado foram a Caixagest (32,3%), a BPI Gestão de Activos (25,6%), e a IM Gestão de Ativos (17,9%).

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