Valorização salarial da função pública custa 715 milhões no próximo ano

Este valor significará um aumento médio por trabalhador de 3,2% em 2020, segundo o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

A valorização salarial dos trabalhadores da administração pública terá um custo de 715 milhões em 2020, mais 49 milhões de euros face ao ano anterior, avançou esta quarta-feira o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

Os números constam de um comunicado divulgado pelo Ministério liderado por Alexandra Leitão após as reuniões realizadas esta tarde entre o Governo e os sindicatos da função pública sobre questões orçamentais, nomeadamente aumentos salariais para o próximo ano.

De acordo com o documento, a valorização salarial custará 715 milhões de euros no próximo ano, incluindo progressões, promoções, aumentos salariais, revisão de carreiras e “outros direitos”.

Este valor significará um aumento médio por trabalhador de 3,2% em 2020, sublinha o Ministério.

Em 2019, os gastos serão de 666 milhões de euros e, no ano anterior, atingiram 465 milhões, representando 3,1% e 2,2% de aumento médio por trabalhador respetivamente.

O Governo apresentou hoje aos sindicatos da administração pública uma proposta de aumentos salariais para 2020 que tem por base “a taxa de inflação observada até novembro de 2019 (cerca de 0,3%, para todos os trabalhadores)”.

A proposta foi criticada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), Frente Comum de Sindicatos e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que exigiam aumentos superiores a 3% no próximo ano.

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“A proposta considera como referencial para aumentos salariais de 2020 a taxa de inflação observada até novembro de 2019 (de 0,3%, para todos os trabalhadores)”, avança o Ministério das Finanças.

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À saída da uma reunião com os secretários de Estado do Orçamento, João Leão, e da Administração Pública, José Couto, o líder da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) considerou a proposta “uma ofensa”.
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