Variante Ómicron duplica risco de infeção a bordo dos aviões

Apesar do risco elevado de contração, os especialistas apontam que a classe executiva pode ser mais segura do que a classe económica, habitualmente lotada devido aos preços mais competitivos

Nesta altura do ano, a par do verão, as viagens de avião são muito comuns. Mas novos estudos mostram que viajar num avião duplica, e pode chegar a triplicar, o risco de contrair Covid-19, especialmente a nova variante Ómicron. A informação é avançada pela “Bloomberg” esta quarta-feira depois de ouvir vários médicos especialistas.

Atualmente, a Ómicron tornou-se a variante dominante da Covid-19 em todos os cantos do mundo, sendo responsável por mais de 40% das infeções a nível mundial.

Apesar do risco elevado de contração, os especialistas apontam que a classe executiva pode ser mais segura do que a classe económica, habitualmente lotada devido aos preços mais competitivos nesta altura do ano. Esta explicação foi avançada por David Powell, consultor médico da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), que representa quase 300 companhias aéreas.

Assim, e como forma segura de viajar, os passageiros devem evitar um contacto próximo com outros e evitar tocar nas superfícies com frequências. Caso as companhias aéreas disponham de refeições, os passageiros sentados na mesma fila devem evitar retirar as máscaras ao mesmo tempo.

O consultor médico explicou que o risco de transmissão mostrou ser menor em aviões do que em locais lotados, como centrais comerciais, devido a filtros de ar instalados nas cabines que têm um certo grau hospitalar.

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