Vem aí a Tempestade Ana. Há oito distritos em alerta vermelho

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu hoje um alerta em que coloca oito distritos do norte e centro do país sob aviso vermelho, devido a “situação meteorológica de risco extremo”. Veja aqui os conselhos da Proteção Civil.

A tempestade Ana está a chegar a Portugal. Segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera, os primeiros efeitos deverão começar a senti-se em Portugal Continental a partir das 12:00 de domingo. As autoridades já colocaram oito distritos do país em alerta vermelho.

Com o alerta mais grave estão os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Viseu e Guarda, os restantes distritos estão em alerta laranja, e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, “não se prevê nenhuma situação meteorológica de risco”.

Nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra, prevê-se vento forte, que pode atingir os 120 quilómetros por hora, aguaceiros, com períodos de chuva forte, possibilidade de queda de neve acima dos 800 metros de altitude e, na costa, ondas de “altura significativa”, podendo atingir os 10 metros.

Nos distritos de Vila Real, Viseu e Guarda, previsões idênticas, com vento forte, que pode atingir os 130 quilómetros por hora, aguaceiros, com períodos de chuva forte, e possibilidade de queda de neve acima dos 800 metros de altitude.

Nestes oito distritos está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

No restante território continental, o IPMA mantém o alerta laranja, com previsão de chuva e vento fortes, queda de neve e agitação marítima.

O aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado. De acordo com a informação disponibilizada no ‘site’ do IPMA, os avisos entram em vigor durante a manhã avançando ao longo do dia até à madrugada de segunda-feira.

O IPMA prevê para domingo nos distritos Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja, Faro, Setúbal, Lisboa, Santarém e Leiria, “céu em geral muito nublado com períodos de chuva, o vento deverá soprar fraco a moderado aumentando gradualmente para forte com rajadas até 100 quilómetros por hora”.

Nestes distritos prevê-se neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

Alertas e conselhos da Proteção Civil

O que pode acontecer?
Segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil, em função das condições meteorológicas previstas, é expectável:
– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;
– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano devido a acumulação de águas pluviais ou insuficiência de escoamento dos sistemas de drenagem;
– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas devido a deficiências de drenagem;
– Danos em estruturas montadas ou suspensas;
– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente em períodos de preia-mar;
– Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
– Possibilidade de acidentes na orla costeira;
– Ocorrência de fenómenos geomorfológicos causados por instabilidade de vertentes devido à saturação dos solos e à perda de consistência.

O que deve e não deve fazer?
A Proteção Civil recomenda à população que tome as necessárias medidas de prevenção e adeque os seus comportamentos, nomeadamente:
– Desobstrua os sistemas de escoamento das águas pluviais e de outros objetos suscetíveis de serem arrastados ou que possam criar obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a acumulação de neve e a formação de lençóis de água nas vias;
– Evite atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos escondidos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Coloque correntes de neve nas viaturas sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;
– Garanta a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Cuidado na circulação e permanência junto a áreas arborizadas, mantendo-se atentos à possibilidade de queda de ramos e árvores em virtude de vento forte;
– Atenção à circulação junto à orla costeira e a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando, se possível, a circulação e a permanência nestes locais;
– Não pratique atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar e evitando o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
– Esteja atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

  • Veja aqui o comunicado da proteção Civil
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