“Vemo-nos em Washigton a 6 de janeiro”. Trump pede a apoiantes para pressionarem Congresso com manifestação

Donald Trump continua a insistir que venceu as eleições americanas em novembro e desta vez apela aos apoiantes que se manifestem. A 12 de dezembro esgotou-se a sua última oportunidade de permanecer na Casa Branca quando o Tribunal supremo rejeitou a ação do Texas que pretendia anulas a vitória de Biden em quatro estados dos EUA.

Carlos Barria/Reuters

Donald Trump não quer desistir do cargo que atualmente ocupa na Casa Branca e como tal pediu aos apoiantes para se manifestarem em Washington a 6 de janeiro, num última tentativa de pressionar o Congresso a não aceitar a vitória de Joe Biden nas eleições.

“Vemo-nos em Washigton a 6 de janeiro. Não percam. Haverá informações para seguirem”, escreveu Donaldt Trump no twitter a 28 de dezembro.

Mais tarde, no mesmo dia, o republicano partilhou o que considerou ser “notícia de última hora”. “Na Pensilvânia existiram mais 205,000 votos do que pessoas a votar. Isto por si só atribui o estado ao presidente Trump”, garantiu. A tentativa do presidente americano de descredibilizar a vitória de Biden não foi acolhida pelo Twitter que assinalou na publicação que “oficialmente Joe Biden é o vencedor das eleições nos EUA”.

As publicações sobre a alegada vitória de Trump em novembro não param e depois do ano o republicano continuava a insistir que iria continuar a ser o presidente americano e ainda que os democratas estão a “arruinar vidas”. “Os confinamentos nos estados administrados pelos democratas estão absolutamente a arruinar a vida de tantas pessoas – muito mais do que os danos que seriam causados ​​pelo vírus da China. Os casos na Califórnia aumentaram apesar do confinamento, mas na Flórida e outros países que estão abertos e tudo está  bem. Bom senso, por favor”, pediu a 26 de dezembro.

“Quando tudo acabar e este período de tempo se tornar apenas mais um capítulo feio na história do nosso País, venceremos”, assegurou Donald Trump a 26 de dezembro. No mesmo dia considerou ainda que “os tribunais são maus, o FBI e a “Justiça” não fizeram o seu trabalho e o sistema eleitoral dos Estados Unidos parece o de um país do terceiro mundo. A liberdade de imprensa já se foi há muito tempo, temos notícias falsas e agora temos Big Tech (com a Seção 230) para tratar”. Outra publicação que o Twitter sinalizou como falsa.

Apesar da vontade de Donald Trump em permanecer como presidente dos EUA, a sua última oportunidade quando que isso acontecesse esgotou-se a 12 de dezembro quando o Tribunal Supremo americano rejeitou a ação movida pelo estado do Texas que procurava anular a vitória eleitoral de Joe Biden em quatro estados americanos (Georgia, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin).

 

 

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