Venda de ações da Goldman Sachs é suspeita? Carlos Tavares não comenta

O PS trouxe a debate na comissão de inquérito ao caso BES a venda de ações feita pela Goldman Sachs e comunicada a 1 de agosto, dois dias antes da intervenção na entidade pelo Banco de Portugal (BdP). Os socialistas, pela voz da deputada Ana Paula Vitorino, perguntaram ao presidente da Comissão do Mercado dos […]

O PS trouxe a debate na comissão de inquérito ao caso BES a venda de ações feita pela Goldman Sachs e comunicada a 1 de agosto, dois dias antes da intervenção na entidade pelo Banco de Portugal (BdP).

Os socialistas, pela voz da deputada Ana Paula Vitorino, perguntaram ao presidente da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, se a Goldman Sachs é suspeita de ter abusado de informação privilegiada antes de ter sido suspensa a negociação em bolsa dos títulos do BES, investigação que a CMVM está a fazer mas que pode nunca atingir uma “prova definitiva”, como reconheceu o seu presidente.

“Já percebemos que Goldman Sachs é uma das suspeitas”, declarou Ana Paula Vitorino, perante a escusa de Carlos Tavares em responder se o banco de investimento norte-americano está entre os suspeitos.

Tavares, que falava na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES) alegou segredo de justiça, profissional e bancário para não responder à deputada do PS.

“É um processo que gostaria que tivesse conclusões, mas podemos nunca conseguir chegar à prova definitiva”, disse, frisando que tal, a suceder, ficará a dever-se à muita informação que circulou e às várias entidades internacionais envolvidas.

OJE/Lusa

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