Venda dos F16 à Roménia empolou as exportações? INE explica que não

A confusão nas contas nacionais instalou-se quando, há duas semanas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou a estimativa provisória do PIB do terceiro trimestre. A taxa de crescimento da economia acelerou para 1,6% face ao período homólogo e, na comunicação social e nas redes sociais, houve quem atribuísse aquele comportamento à venda de caças F16 à Roménia pelo Governo português, uma transação consumada em Setembro e que teria empolado as exportações.

Hoje, o INE revela que tal não sucedeu. “De acordo com o Sistema Europeu de Contas, SEC 2010, o equipamento militar é contabilizado como capital fixo. A sua aquisição ao estrangeiro traduz-se simultaneamente em investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) e importações. A sua venda ao estrangeiro, simetricamente, traduz-se em exportações e desinvestimento. Em qualquer dos casos o impacto no PIB é aproximadamente nulo no momento da transacção”, indica o organismo de estatística.

Assim, a venda das aeronaves em Setembro, no valor de 70 milhões de euros, aumentou as exportações do terceiro trimestre mas contribuiu em igual proporção para a redução do investimento.  “O Investimento registou uma redução mais acentuada que no trimestre anterior, refletindo o contributo negativo da Variação de Existências. A Formação Bruta de Capital Fixo teve uma variação negativa menos acentuada apesar do impacto negativo neste agregado macroeconómico da exportação de cerca de 70 milhões de euros de equipamento militar para a Roménia”, explica a nota do INE.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quinta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quinta-feira.

Bruxelas favorável a limite de preço para gás russo

“A Europa enfrenta a chantagem energética da Rússia, e a procura global de gás é mais elevada do que a oferta. Precisamos de trabalhar ao longo de toda a cadeia para enfrentar o desafio. Primeiro, temos de agir no ponto em que o gás entra no nosso mercado. Estamos a negociar com os nossos fornecedores fiáveis de gás de gasoduto. Se isto não trouxer resultados, então é possível um preço máximo”, declarou a comissária.

Governo reconhece necessidade de “valorizar salários” e espera acordo na Concertação Social

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares discursava no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, no âmbito da conferência “Em nome do futuro: os desafios da juventude”, organizada pela Santa Casa da Misericórdia e pela Rádio da Renascença.
Comentários