Venezuela oferece ajuda em investigação sobre alegado plano para matar presidente da Colômbia

As agências de inteligência colombianas estão a investigar há meses ameaças à vida do presidente, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Carlos Holmes Trujillo.

A Venezuela ofereceu este domingo ajuda para investigar um alegado plano para assassinar o presidente da Colômbia, Ivan Duque. A denúncia de possíveis atentados contra Duque foi feita este sábado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Carlos Holmes Trujillo.

Numa vídeo divulgado no Twitter, Trujillo informou que as agências de inteligência estão a investigar há meses ameaças à vida do presidente e que a prisão de três cidadãos venezuelanos, com armas de guerra “incrementou ainda mais as preocupações”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, respondeu através do Twitter, numa mensagem na qual pediu mais informações sobre os venezuelanos detidos e oferecendo apoio policial e de inteligência nas investigações. Paralelamente, apelou ao país vizinho cooperação para punir os responsáveis pelo alegado atentado contra o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, no dia 4 de agosto. Na altura, Maduro acusou o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de querer assassiná-lo.

Os três venezuelanos detidos pelas forças de segurança colombianas carregavam diversas armadas e uma granada. A denúncia de que estariam a planear atacar o presidente da Colômbia foi feita três dias antes da viagem de Duque ao Brasil para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro.  Já Maduro, não irá.

“Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolas Maduro para a posse do presidente Bolsonaro”, disse, há duas semanas, o futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. “Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”.

Maduro assumirá o segundo mandato, de seis anos, no dia 10 de janeiro, depois de reeleito em maio, com 67,7% dos votos. No entanto, o resultado não foi reconhecido pelos Estados Unidos, pelo Canadá e por mais de uma dezena de países latino-americanos, já que responsabilizam Maduro pela crise política, económica e social que já expulsou mais de três milhões de venezuelanos –  a maioria para países vizinhos.

Recomendadas

Rússia apoderou-se formalmente da central nuclear de Zaporijia

A central de Zaporijia, a maior central nuclear da Europa, está nas mãos das tropas russas desde o início de março.

Primeira-ministra dinamarquesa convoca eleições antecipadas para novembro

O Partido Social Liberal, uma das formações que dá maioria ao Governo social-democrata, tinha ameaçado Frederiksen com uma moção de censura se não convocasse eleições, após apresentar em junho um relatório crítico sobre a gestão feita pelo executivo em relação ao abate de milhões de visons, devido a uma mutação do coronavírus.

Prémio Nobel da Química para 3 cientistas responsáveis química ‘bioorthogonal’

O termo química ‘bioorthogonal’ refere-se a qualquer reação química que pode ocorrer dentro de sistemas vivos sem interferir nos processos bioquímicos nativos. O termo foi cunhado por Carolyn R. Bertozzi em 2003.
Comentários