Venezuela. Oposição ganha batalha e desencadeia fim da guerra à ditadura?

Os últimos dias na Venezuela, com as eleições parlamentares como pano de fundo, ficarão indubitavelmente para a história.


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Ou porque a oposição ao Presidente Nicolás Maduro deu largos passos rumo aos seus objetivos, através de uma maioria parlamentar expressiva, ou porque estando os opositores no caminho certo para forçar o fim do “chavismo”, o discípulo de Hugo Chavez opte por cortar os poderes ao parlamento, numa medida que muito provavelmente conduzirá ao descontentamento da população e a fortes manifestações pelas ruas deste país.

A reação de Maduro aos resultados obtidos este domingo (com uma participação massiva na ordem dos 74%, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coligação da oposição, obteve 99 assentos — conquistando uma maioria de dois terços — contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)) não se fez esperar e o “aparentemente vencido” presidente” admitiu publicamente a derrota: “Estamos aqui, com moral e ética, para reconhecer o resultado adverso, aceitá-los e dizer à nossa Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”. Porém, também a sua habitual leitura destes cenários não se fez esperar e os “suspeitos do costume” também não. Maduro responsabiliza os líderes empresariais e outros opositores de sabotarem a economia levando à derrota nas eleições e ainda deixa um aviso: “A guerra económica triunfou hoje. Na Venezuela não triunfou a oposição, triunfou um plano contrarrevolucionário para desmantelar o Estado social-democrático de justiça e de direitos”.

Mas, se de momentos históricos estamos a tratar, não pode ficar por sublinhar que Maduro afirmou não ter dúvidas de que perdeu uma batalha e, realçando que se tratou da 20ª eleição, “de um ciclo profundo de democracia”, deixou uma garantia: “a luta para construir o socialismo só agora começou”.

Do outro lado da barricada, os líderes da oposição revelaram estar satisfeitos com os resultados, alcançados num quadro de uma recessão económica profunda do país, que também é atingido pela hiperinflação e pela frequente ausência de bens essenciais nas prateleiras dos supermercados. “Estamos a atravessar a pior crise da nossa história”, afirmou o líder da coligação da oposição Jesus Torrealba, antes de esclarecer que a “Venezuela queria uma mudança e essa mudança chegou (…) uma nova maioria manifestou-se e enviou uma mensagem clara e audível”.

Por Sónia Bexiga/OJE

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