Venezuela prepara acordos com petrolífera Chevron após alívio de sanções

A Venezuela anunciou hoje que vai assinar, nas próximas horas, acordos com a petrolífera norte-americana Chevron para impulsionar o desenvolvimento local de empresas mistas (capital público e privado) e a produção de petróleo.

Chevron (43.35 mil milhões)

O anúncio foi feito pelo ministro dos Petróleos da Venezuela, Tareck El Aissami, após um encontro com o presidente da petrolífera norte-americana, Javier La Rosa, que teve como propósito “promover novos projetos que favoreçam o setor”.

“Nas próximas horas, assinaremos os contratos para impulsionar o desenvolvimento de empresas mistas e a produção de petróleo, como sempre o temos feito, nos termos estabelecidos na Constituição e outras leis venezuelanas. Agora, a produzir!”, anunciou o ministro na sua conta do Twitter.

O anúncio da assinatura de acordos acontece depois de o Governo de Nicolás Maduro retomar o diálogo com a oposição venezuelana e de os EUA autorizarem, sábado, a Chevron a retomar as atividades de extração de petróleo no país.

Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, a medida reflete a política de “alívio de sanções específicas baseado em passos concretos que diminuam o sofrimento do povo venezuelano e apoiem a restauração da democracia”.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) norte-americano afirma que, apesar da licença que autoriza a Chevron a retomar as operações venezuelanas impede que a petrolífera estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA), “continuam a vigorar outras sanções e restrições relacionadas com a Venezuela”.

“Os EUA farão cumprir energicamente estas sanções e continuarão a responsabilizar qualquer ator que participe em atos de corrupção à luz das leis norte-americanas ou abuse dos direitos humanos na Venezuela”, refere um comunicado do OFAC.

Segundo o documento, a licença “autoriza transações normalmente incidentais e necessárias para algumas atividades relacionadas com a operação e gestão pela Chevron Corporation ou das suas subsidiárias e empresas conjuntas que envolvem a PDVSA ou qualquer entidade em que seja proprietária, direta ou indiretamente”.

Segundo a imprensa local, a Venezuela produziu, em outubro, 717.000 barris diários de petróleo, abaixo dos 2 milhões de barris diários de meta proposta pelo Governo venezuelano.

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