“Venha mas traga o chicote”. Há quem queira que o Papa esqueça a vinda a Fátima

Figuras portuguesas de diversas áreas já se mostraram contra a vinda do Sumo Pontífice a Fátima. Os assinantes acreditam que credibiliza o milagre de há cem anos, que consideram um “negócio” e um “embuste”.

“Não é uma crítica religiosa, cada um acredita naquilo que acredita, mas é evidente que o milagre é um embuste, uma farsa, uma má encenação com cem anos, tempo já para ter sido desmascarado e que hoje em dia se tornou um negócio”. Quem o diz é músico Pedro Barroso, um dos assinantes da mais recente petição sobre a vinda de Portugal a Fátima.

“Contra a credibilização do ‘milagre’ de Fátima” dirige-se ao bispo de Leiria, ao Patriarcado de Lisboa, ao núncio apostólico e à Conferência Episcopal Portuguesa.

Aquilo que se defende na petição é que milagre dos três pastorinhos “não passa de um embuste” e que mereceu a atenção de estudiosos sobre o sucedido em maio de 1917, conforme esclareceu Pedro Barroso à agência Lusa.

Na opinião do músico, a visita de Francisco ao Santuário de Fátima “credibiliza, ratifica a situação, que começou por ser uma mentira e que hoje em dia é essencialmente um negócio”. “Já era tempo de se discutir, de uma forma menos apaixonada e mais pragmática, aquilo tudo que aconteceu”, acrescenta.

Em declarações citadas pelos meios de comunicação social, Pedro Barroso aproveitou para elogiar as atitudes do Papa “em prol de uma igreja mais moderna” e questionar-se sobre o facto de pactuar com a vinda a Fátima e credibilizar aquilo que considera “uma anedota”.

Dos subscritores fazem parte os antropólogos João Carlos Lopes e Carlos Simões Nuno, Luís Mota Figueira, professor do Instituto Politécnico de Tomar, o antigo coordenador da CGTP de Santarém Valdemar Henriques, o engenheiro João Saramago e o jornalista André Nuno Lopes.

“Queremos chamar a atenção do papa Francisco, já que tanto insiste em vir a Fátima: venha mas traga o chicote, como fez Jesus Cristo para expulsar os vendilhões do templo, porque isto está convertido num circo de oportunismos variados, já não estamos a falar dos religiosos, mas sobretudo dos comerciais”, sublinhou Pedro Barroso.

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