Viagens de luxo: Personalização e simplicidade ditam tendências para 2018

As principais tendências da oferta em matéria de viagens de luxo vão centrar-se em “Maior envolvimento & Personalização” e Nostalgia pelas coisas simples”. Pelo caminho há um conjunto de pormenores bem diferenciadores, alguns potenciados pela tecnologia, como não poderia deixar de ser.

A Small Luxury Hotels of the World (SLH), em parceria com a consultora global Trendwatching, divulgaram o relatório sobre as tendências que definirão a experiência hoteleira de luxo em 2018. A SLH tem sido inovadora neste campo desde que foi criada há 27 anos como “a campeã das pequenas unidades” e, em conjunto com a Trendwatching, identificou cinco tendências específicas presentes na sua coleção com mais de 500 hotéis em todo o mundo.

Além das tendências identificadas no portefólio, a SLH continua a evoluir como um negócio que adota novas tecnologias em destinos pioneiros, tudo para melhorar a experiência dos seus membros. Em 2018, o website www.slh.com e o Diretório SLH 2018 vão ter referências geográficas da What3Words para mais de 500 hotéis. Este sofisticado sistema de localização já é utilizado por um em cada quatro dispositivos móveis e foi testado também por marcas como a Mercedes e a Land Rover.

A equipa de Desenvolvimento da SLH está sempre à procura de novos e interessantes destinos para poder apresentar aos seus membros – em 2018 novos hotéis membros serão acrescentados ao portefólio da SLH como a Comporta, em Portugal; Cape Fahn, uma ilha privada na costa de Koh Samui na Tailândia; e o Sailrock Resort, que será inaugurado na próxima semana e será o primeiro resort de luxo no sul das Caraíbas.

Envolvimento e Personalização

Considerando que vivemos na era da “Economia da Experiência” e que ainda não assistimos ao alcance total das redes sociais como o Instagram, o estudo aponta que, em 2018, os viajantes de luxo vão querer envolver-se, ainda mais, no plano das férias. E isto significa que se assumem como “caçadores de experiências” e vão querer partilhá-las a cada momento.

O 700,000 Hours – desenvolvido pelos fundadores do hotel da SLH Dar Ahlam em Marrocos – é exemplo disso porque permite que os hóspedes escolham a sua localização todos os anos. Os hóspedes procuram experiências autênticas e diferenciadoras e no Hotel Magna Pars Suites Milano, situado numa antiga fábrica de perfumes, podem escolher o aroma do seu quarto e no The VIEW Lugano na Suíça, a fragrância não é a única escolha a fazer durante a estadia: a roupa de cama, a marca de artigos de higiene pessoal, a cor do papel higiênico, bem como quando ter mala descompactada são alguns exemplos de personalização da sua experiência durante a estadia.

Por outro lado, evidenciam-se as “jornadas espirituais”. A indústria do bem-estar sempre esteve interligada com a espiritualidade e, em 2018, o foco será nas viagens espirituais que permitem alcançar momentos únicos através do seu espírito independente. Desde a visita aos ancestrais pontos de poder no Sankara Hotel & Spa Yakushima no Japão, aos tratamentos e massagens sob as estrelas, ou poder flutuar na água e ser embalado pelas ondas no Spa Village Resort Tembok Bali, a natureza revela-se essencial.

No próximo ano, ganha destaque a chamada “nostalgia pelas coisas simples”. Uma desintoxicação do mundo digital poderá parecer um exagero, no entanto, os viajantes de luxo anseiam por escapar às distrações tecnológicas e sentem alguma nostalgia pelos tempos em que a vida parecia mais simples. Os pequenos hotéis têm recuperado o gosto pela literatura, homenageando autores e romancistas clássicos, criando bibliotecas, salas de leituras interativas e até mordomos para poder recomendar a leitura. O The Betsy South Beach em Miami celebra a sua ligação ao Pulitzer apresentando poesia todas as noites e convidando artistas locais para interagirem com os hóspedes. O Le Pavillon des Lettres em Paris disponibiliza um serviço de leitura e o Kristiania Lech na Áustria dispõe de um mordomo que entrevista os convidados, conhecendo os seus gostos literários sugerindo-lhes uma seleção de livros. O Rockliffe Hall no Reino Unido irá inaugurar um parque temático inspirado na obra de Lewis Carroll e o Owl and the Pussycat Hotel no Sri Lanka cruza a utilização do Instagram para recriar o mundo não-sensorial de Edward Lear.

Luxo, ao pormenor

Atualmente não basta ter um menu de almofadas ou um colchão confortável para garantir uma boa noite de sono – algumas unidades estão a investir em lençóis que previnem a transpiração e eliminam bactérias, como o DasPosthotel na Áustria. Em 2018 os hotéis vão competir para poder proporcionar uma boa noite de descanso de forma mais ou menos original. O 137 Pillars Suites Bangkok e o 137 Pillars House em Chiang Mai sugerem rituais e propõem serviços personalizados para assistir ao momento de descanso e até criaram a figura do “curador do sono”. Embora, em alguns casos, valha a pena interromper o sono para viver momentos inesquecíveis, como é demonstrado pelo Hotel Ranga na Islândia, por exemplo, para poder assistir à aurora boreal.

Por outro lado, e apesar das tecnologias de informação permitirem uma otimização da personalização do serviço, não é comparável com a intuição das equipas dos pequenos hotéis que conseguem captar o gosto e a disposição de cada hóspede. Apresentar menus e dispor de locais obrigatórios para jantar está ultrapassado no Dar Ahlam em Marrocos, no Ett Hem em Estocolmo e no Foxhill Manor no Reino Unido; nestas unidades, os hóspedes podem desfrutar o que querem, quando desejam e onde preferirem e são convenientemente surpreendidos quando pretenderem apenas petiscar.

 

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