Vídeo de mulheres atacadas por grupo de homens está a chocar a China

O ataque colocou a violência de género no centro do debate da opinião pública chinesa.

1 – China

Imagens de videovigilância de homens a agredir mulheres num restaurante em Tangshan, na província de Hebei no norte da China, desencadearam indignação nas redes sociais, levando os meios de comunicação estatal a pedir punição e renovando o debate sobre a violência de género no país. As nove pessoas suspeitas já foram detidas, segundo a polícia.

De acordo com a “Reuters”, o incidente começou quando um homem se aproximou de uma mesa e tocou numa mulher por volta das 2:40, horário local, na sexta-feira passada. Quando ela o empurrou, um grupo de homens atacou brutalmente a mulher e os homens que as acompanhavam na refeição. Nenhuma das vítimas corre risco de vida.

O ataque dominou as redes sociais chinesas no sábado, ocupando os seis primeiros lugares dos tópicos mais discutidos do Weibo, uma espécie de Twitter chinês. A televisão estatal pediu que os suspeitos fossem severamente punidos.

Mas, após outros casos recentes de maus-tratos a mulheres, uma publicação amplamente compartilhada no WeChat no sábado questionou o enquadramento oficial inicial do ataque como um simples ato de violência. “Isso aconteceu numa sociedade onde a violência contra as mulheres é desenfreada… Ignorar e suprimir a perspetiva de género é negar a violência que as pessoas — como mulheres — sofrem”, dizia o anónimo.

Em fevereiro, outro ataque a uma mulher no condado de Feng, provocou protestos públicos depois de ela ter aparecido acorrentada pelo pescoço num vídeo que se tornou viral nas redes sociais.

A China só tornou a violência doméstica punível por lei em março de 2016. Antes de 2001, o abuso físico não era motivo para divórcio, indica a analista de media chinês, Kerry Allen, à “BBC”.

Mesmo assim, o ambiente em relação a mulheres no Weibo é desanimadora e hostil. Muitos acham que o resultado deste caso será uma sentença leve e uma pequena multa, acrescenta. Nos últimos anos, as mulheres tiveram pouco sucesso em responsabilizar o assédio ou agressão sexual. Poucos casos foram julgados a favor da vítima, a menos que tenham imagens para apoiá-los.

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