Vieira da Silva vai ao Parlamento na segunda

O escândalo adquiriu contornos políticos com o envolvimento de figuras do PS.

Cristina Bernardo

A eventual utilização de fundos da associação sem fins lucrativos para gastos pessoais por parte da presidente da Associação Raríssimas levantou uma onda de indignação desde que o caso foi revelado, no sábado passado, pela TVI. O caso rapidamente adquiriu contornos políticos e o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, que foi presidente da assembleia geral da Raríssimas, será ouvido sobre o assunto no Parlamento, na próxima segunda-feira, às 15h30. Vieira da Silva nega ter tido conhecimento de quaisquer práticas de gestão danosa na associação.

No centro da tempestade está Paula Brito da Costa, presidente da Raríssimas – uma associação sem fins lucrativos que recebeu mais de 1,5 milhões de euros, dos quais um milhão em subsídios estatais. A dirigente é acusada de ter recorrido aos fundos da associação para pagar mensalmente milhares de euros em despesas pessoais. Paula Brito da Costa demitiu-se do cargo, mas mantém-se a exercer funções na associação.

A outra baixa causada pelo escândalo foi Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, que recebeu 63 mil euros como consultor entre 2013 e 2014. O governante demitiu-se na terça-feira, depois de ter sido confrontado pela TVI com documentos que contrariam as suas declarações de nunca ter participado em decisões de financiamento da associação.

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