Vista Alegre ainda com prejuízos mas com forte recuperação

Com um aumento de quase 60% do volume de negócios, o grupo reduziu a dívida líquida em um milhão de euros, o que revela, diz, a solidez da sua tesouraria.

VISTA ALEGRE ÍLHAVO – FÁBRICALIONELBALTEIRO/LAMOUSSE

O Grupo Vista Alegre atingiu no primeiro trimestre de 2022 resultado líquido negativo de 300 mil euros, mas melhorou face ao período homólogo de ano anterior, altura em que os prejuízos chegaram aos 2,3 milhões – observando-se assim uma recuperação de 88%.

O grupo divulgou um volume de negócios de 30,3 milhões de euros, um aumento de 59,5% face ao mesmo período do ano anterior, e um EBITDA de 4,2 milhões de euros, bem acima dos 1,2 milhões do final do primeiro trimestre de 2021.

O mercado externo representou 77,3% do volume de negócios da Vista Alegre, com 23,4 milhões de euros de vendas. O grupo refere que merece destaque para o crescimento das receitas nos segmentos da faiança e grés, representando respetivamente um aumento de 69% e 77%, face às receitas do período homólogo. As receitas da porcelana atingiram os 10,3 milhões de euros, o que representa um crescimento de 44% face ao ano anterior.

Por outro lado, a dívida líquida consolidada reduziu cerca de um milhão de euros no 1º trimestre de 2022 face ao ano de 2021, “mantendo um elevado nível de disponibilidades, revelando assim solidez da sua tesouraria”, refere o grupo.

A Vista Alegre, parte do Grupo Visabeira, refere que “o primeiro trimestre de 2022 ficou marcado, para além do impacto que se fez sentir da pandemia de Covid-19, também pelo ambiente de grande incerteza devido ao conflito geopolítico, com invasão da Ucrânia pelas forças militares da Federação Russa em fevereiro, o que veio agravar a escalada da subida de preços da energia (principalmente do custo do gás natural), combustíveis e das matérias-primas”.

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