E se a vitória de Trump tivesse sido obra de ‘hackers’?

Ativistas e académicos defendem uma auditoria ou uma recontagem de votos das presidenciais americanas por suspeitas de manipulação informática.

Eric Thayer/Reuters

Depois de dois departamentos da administração americanos terem anunciado que piratas informáticos na Rússia conseguiram aceder à rede de computadores do Partido Democrata e tentaram ‘interferir’ nas eleições, um grupo de ativistas e investigadores vai apresentar um documento com as preocupações às autoridades federais e a responsáveis do Congresso.

“Interessa-me uma verificação dos votos. Temos de ter auditorias de votos pós-eleitorais”, explicou Barbara Simons ao “The Guardian”. A conselheira da comissão de assistência eleitoral dos EUA e especialista em voto eletrónico adianta que participou na elaboração do documento em questão, mas recusou-se a especificar pormenores sobre o mesmo.

Já o grupo de analistas liderado por John Bonifaz, fundador do Instituto Nacional para o Direito de Voto, e Alex Halderman, diretor do centro de segurança de computadores da Universidade de Michigan, defende também uma revisão dos votos.

Nos meses antecedentes às eleições, Hillary Clinton surgiu à frente nas sondagens nesses três estados, mas Donald Trump acabou por vencer na Pensilvânia e no Wisconsin, sendo que no Michigan o resultado final ainda não foi anunciado.

Ao que o diário britânico apurou, os autores do documento pediram a Hillary Clinton para se juntar ao apelo. De acordo com o jornal desta quarta-feira, o documento de 18 páginas, a ser entregue no início da próxima semana, baseia-se nos resultados dos estados de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Aproximadamente uma centena de especialistas em questões eleitorais e/ou informáticas assinou uma carta aberta aos dirigentes do Congresso na qual se afirma “profundamente perturbada” com as informações sobre interferências estrangeiras e pede uma investigação completa dessas alegações. Os peritos acrescentam que não têm o intuito de “questionar sobre o resultado” da eleição em si.

Segundo a “New York Magazine”, vários membros do grupo que defende a auditoria ou a recontagem organizou uma videoconferência com o diretor da campanha de Clinton, John Podesta.

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